Famílias denunciam a falta de UTI no HUSE
O drama de duas famílias revelou a precariedade do atendimento no Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE). Edvaldo Francisco dos Anjos, passou por maus momentos quando sua mãe, Maria Lima dos Anjos, 71 anos, precisou de uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HUSE, ele denuncia negligência por parte do Hospital, o que teria causado a morte de sua mãe.
"Minha mãe foi internada com fortes dores abdominais na segunda-feira, mas a cirurgia só foi feita na quinta, quando o estado já havia se agravado", afirmou Edvaldo Francisco que ressaltou. "A todo momento minha mãe foi atendida por técnicos de enfermagem e só foi medicada com remédios para gases, uma pessoa que estava com infecção generalizada. No dia que uma médica resolveu examinar constatou um problema sério no intestino, aí que ela foi encaminha às pressas para a cirurgia", contou.
Ainda de acordo com a família, após o procedimento cirúrgico dona Maria deveria ter sido encaminhada para a UTI, mas não havia vaga. "Sempre que procurávamos a direção do hospital falavam que a vaga tinha sido liberada, mas minha mãe nunca foi transferida", explicou Edvaldo que desabafou. "Acredito que a falta de tratamento adequado agravou a saúde da minha mãe e provocou a morte dela", disse.
Drama
Além de conviver com a dor de ver a filha internada após receber um tiro do ex-noivo, dona Maria de Lourdes também vive o drama da falta de UTI. "Uma funcionária me informou que tem vaga, mas como não há médico, minha filha ainda não foi transferida", revelou.
Maria de Lourdes é mão de Aline de Jesus, 25 anos, que na última quarta-feira (10), após uma discussão com o ex-noivo acabou sendo baleada, desde então a jovem passou por uma cirurgia, mas apesar de precisar ser internada na UTI, ela continua aguardando.
"Não agüento mais esse descaso, só sabem vir aqui me dar palavras de conforto, mas eu quero que cuidem dela. Se minha filha morrer me aguardem", ameaçou dona Maria de Lourdes.
Outro Lado
De acordo com o assessor de comunicação da Fundação Hospitalar, José Castilho Almeida, nos dois casos foram feitos os atendimentos necessários. " No caso da senhora Maria, quando foi detectada a urgência da cirurgia ela foi encaminhada imediatamente e os procedimentos foram feitos", explicou Castilho que também falou do caso de Aline de Jesus. "Ela foi submetida a uma cirurgia e está recebendo toda assistência", afirmou.
Quando questionado a respeito da falta de leitos, José Castilho explica. "Os pacientes que aguardam por uma UTI ficam na sala do pós-anestésico, onde recebem praticamente o mesmo atendimento da Unidade Intensiva", relatou o assessor que ressaltou. "O primeiro leito que vagar na de UTI será destinado a Aline", revelou.
