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Sergipe

Hemose busca ampliar número de doadores do sexo feminino

Para tentar mudar esses números, a unidade realiza neste mês dedicado às mulheres uma campanha

A cada dez doadores que comparecem ao Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), apenas dois são do sexo feminino. Para tentar mudar essa estatística, a unidade realiza neste mês dedicado às mulheres uma campanha especial. "Além de buscar ampliar o número de doadoras, estamos também tentando desmistificar o conceito de que mulher não pode doar sangue", informou Maria Tereza Leite Lisboa, assistente social do Hemose.

"Doar sangue não causa mal algum à mulher. Ao contrário, é um benefício poder ajudar outras pessoas. Por isso, faço um pedido especial para que as mulheres venham ser doadoras neste mês dedicado a nós". O apelo é da técnica administrativa Rosemary Ribeiro, 53 anos, doadora voluntária desde 2004.

Com tipo sanguíneo B negativo, Rosemary sentiu na pele a necessidade de contar com a solidariedade de outras pessoas. "Percebi o quanto é difícil conseguir sangue com fator RH negativo, quando precisei me submeter a uma cirurgia. Hoje faço doação de sangue frequentemente".

Fatores

De acordo com a assistente social do Hemose, o número reduzido de doadoras está diretamente relacionado à questão cultural, que alimenta a crença de que o homem tem mais preparo físico para doar sangue. "A mulher deve deixar para trás a idéia de que é sexo frágil. Em termos de doação de sangue, a mulher está tão apta quanto o homem", explica Tereza Lisboa.

A menstruação também é apontada como um fator que afasta as mulheres da doação de sangue. "Porém, essa condição feminina não a impede de se tornar doadora", ressalta a assistente social. As mulheres que desejarem doar sangue podem se dirigir ao Hemose, de segunda à sexta, das 7h às 17h, e aos sábados, das 8h às 12h.

Neste mês de março, aquelas que procurarem o hemocentro receberão uma singela homenagem. "Como forma de agradecimento, vamos entregar um cartão com um verso que retrata bem o espírito da mulher, sempre solidária, guerreira e que arranja tempo para tudo", declara Mariamália Andrade, coordenadora técnica do Hemose.

Fonte: ASN