Cavalo de Tróia - por Adiberto de Souza
A decisão do senador Almeida Lima (PMDB) de disputar a reeleição é vista como uma armação por muitos políticos. Para estes, o peemedebista, que só se elegeu graças ao forte apoio do ex-governador João Alves Filho e da senadora Maria do Carmo Alves -ambos do DEM -, está querendo dar uma de cavalo de Tróia, ou seja, ganhar a simpatia dos governistas para depois traí-los na calada da noite, em benefício da candidatura demista. Aliás, quem sempre o chama de traidor é o primo dele Jackson Barreto (PMDB).
Escaldado com as estripulias políticas do parente, o deputado vê com muita desconfiança essa repentina simpatia de Almeidinha pelo governador Marcelo Déda (PT), a quem espinafrou na campanha eleitoral de 2008. A pergunta é: por que, de repente, o petista e seus aliados são vistos agora pelo senador como os melhores políticos do mundo? Porém, mesmo estando sendo sincero no que diz, Lima tem um forte obstáculo pela frente: o eleitor.
É que, a não ser pelas últimas firulas feitas com promessas de emendas ao Orçamento da União, Almeida passou a maior parte do tempo no Senado defendendo - para vergonha de Sergipe- o alagoano Renan Calheiros (PMDB). Portanto, os governistas podem até ser tolos, mas o povo sergipano não é besta para desperdiçar outro voto em quem lhes virou as costas por quase oito anos.
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