Produção nacional será gravada em Sergipe
A novidade deste ano para é o filme "Aos ventos que Virão", dirigido pelo cineasta Hermano Penna
Sergipe será o cenário de mais uma produção do cinema nacional, a novidade deste ano para é o filme "Aos ventos que Virão", que será dirigido pelo cineasta cearense Hermano Penna e que tem como tema a justiça, o direito igualitário e atrai a simbologia do cangaço como uma resposta cega para as dificuldades.
O Governo do Estado está apoiando a iniciativa, através do Fundo Estadual de Patrocínio e do Instituto Banese. Na última quarta-feira (03), a secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, visitou as oficinas produção e de capacitação de atores, que estão sendo realizadas em parceria com o Curta-se, para o filme, e constatou a satisfação e o profissionalismo dos atores em participar da oficina.
Para a secretária este é um momento muito especial da cultura e do cinema sergipano, que se evidenciam e crescem em nível nacional cada dia mais. "Acredito muito neste projeto e acho que se Sergipe é coisa de cinema, nada mais importante do que envolvermos aqueles que atuam neste cenário, aqui no estado. Isso é premissa de todos os projetos que estamos apoiando, inserir e capacitar os profissionais locais para que eles mesmos possam atuar, e é exatamente o que estamos fomentando com as oficinas preparatórias para este filme", ressaltou.
Hermano Penna afirma que está muito feliz com o apoio, o que é fundamental para os primeiros passos para a realização deste filme. "Estes são recursos importantíssimos para nosso filme, e o que é muito importante também é o apoio da Secult nas oficinas preparatórias, pois independente do longa, é visível a alegria no olhar destas pessoas, que estão se capacitando e tendo a oportunidade de mostrar o seu talento para todo o país", apontou o cineasta.
Roteiro
O longa traz grandes expectativas para o público sergipano em geral. Hermano Pena explica que o filme inicia na época do cangaço, no fim da década de 30, exatamente na tragédia de Angico, e conta a história de um ex-cangaceiro, o Zé Olímpio, que luta durante toda a vida por melhores condições para seu povo.
"O filme é uma metáfora de ter um país onde a justiça seja para todos, a cidadania seja comum para os brasileiros. Então o grande tema é a justiça a cidadania, o papel das instituições para construir este país justo que nós desejamos. E isso é feito inicialmente com o nome do filme. "Aos ventos que virão", uma alusão àquilo que muito desejamos mas que infelizmente ainda não temos. É, na verdade, um filme que parte da história de um sergipano, para construir uma identidade completamente brasileira", concluiu.
Com informações da ASN
