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Sergipe

MP diz que falta capacitação no atendimento do Ciosp

A atendente está em estado de choque desde o dia do crime (Foto: Atalaia Agora)

Na manhã desta quinta-feira (18) foram ouvidos pelo Ministério Público o dono da empresa responsável pelo serviço de atendimento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) e a funcionária, que no último dia 25 de janeiro, recebeu o pedido de ajuda do comerciante Eraldo de Jesus, de 43 anos, morto vítima de latrocínio. A moça, que ainda está em estado de choque, ficou por pouco tempo no local.

De acordo com o promotor de Justiça, Deijaniro Jonas, a empresa de telemarketing não pode ser considerada culpada pela falha no atendimento. "Pelo que a empresa se dispôs a fazer, não houve erro, pois os atendentes não são treinados para julgar o que é ou não uma ocorrência", explicou.

Ainda segundo a promotoria é necessário capacitação para que casos do comerciante Eraldo não voltem a acontecer. "Atendentes terceirizados ou qualquer outra pessoa da própria SSP que vá realizar esse tipo de serviço precisa de treinamento, ou então ser supervisionado por pessoas aptas", afirmou.

Para o advogado da empresa, Andre Braga, foi seguido o procedimento exigido. "A atendente estava preparada para realizar o serviço e realizou os procedimentos exigidos pelo CIOSP", explicou.

Crime

Ao tentar impedir o roubo da renda do seu estabelecimento, o comerciante Eraldo de Jesus, de 43 anos, dono de um depósito de bebida, foi morto com dois tiros. O crime aconteceu na esquina das ruas Carlos Burlamarqui com Simão Dias, no centro da capital.

O comerciante ligou para a Polícia por que percebeu a presença de dois homens estranhos em uma moto próximo ao seu depósito de bebida. E após cerca de quatro minutos de conversa, ele foi orientado anotar a placa da moto e nenhuma viatura foi encaminhada até o local.