Pais aguardam há seis meses a liberação do corpo do filho
Além de enfrentar a morte brutal do filho de 16 anos, eles lutam contra o burocracia no IML
Há seis meses uma família sergipana vive um drama, além de enfrentar a morte brutal do filho de 16 anos, eles lutam contra a burocracia para poder sepultar o corpo do adolescente. Os pais de Moisés Meneses Junior, mesmo tendo reconhecido o corpo do rapaz, precisam aguardar o resultado de um exame de DNA para liberação no Instituto Médico Legal (IML).
Silvana de Souza Pereira, mãe de Moisés, diz que não agüenta mais receber ‘não` como resposta. "Eles sempre tem uma justificativa, uma desculpa para não liberarem o corpo do meu filho", desabafa a mãe. "No dia que a ossada dele sumir do IML e eles enterrarem meu filho como indigente eu vou entrar com processo", ameaçou.
O pai do rapaz, Moisés Meneses, também está revoltado com a demora, pois além de não poder enterrar o filho, não pode ver a justiça ser feita. "Por conta desse atraso no resultado do DNA, o inquérito não foi concluído e os assassinos do meu filho estão soltos zombando da nossa cara e o pior, ameaçam a minha ex-mulher", contou.
De acordo com o coordenador de perícia do IML, Adelino Costa, diz não haver motivo para a liberação do corpo. "É preciso falar com o médico responsável pelo recolhimento, pois podemos coletar o material necessário para o exame e liberar o restante do corpo", explicou.
A demora
Segundo os responsáveis pelo Instituto Médico Legal, a demora nos resultados dos exames de DNA ocorre, pois existe um convênio onde todos os exames são feitos em Salvador. Por esse motivo, exames solicitados em 2007 ainda não retornaram e no ano passado nenhum pedido foi feito por falta de recurso. Na frente do corpo de Moisés, outros 30 corpos aguardam a realização do DNA.
O crime
No dia 26 de agosto de 2009, Moisés Meneses Junior foi esquartejado por vizinhos, que tinham entre 11 e 16 anos. Somente após um mês do crime, o corpo do jovem foi encontrado, já em avançado estado de decomposição, em um matagal. Na época, os pais do jovem foram até o local e reconheceram o corpo, além de objetos e roupas que pertenciam ao adolescente.
Moisés foi assassinado brutalmente por vizinhos (Foto: Atalaia Agora)
