Vergonha na cara - por Adiberto de Souza
O novo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, foi firme ao defender a punição para autoridades envolvidas no esquema de corrupção. Em seu discurso de posse, ele disse que dinheiro em meias, em cuecas, em bolsas e oração para agradecer a propina recebida são anomalias inconcebíveis, que demonstram total subversão de valores por parte dos que deveriam dar o exemplo.
O substituto do sergipano Cezar Britto à frente da OAB pregou a decência na política e pediu uma faxina moral nas instituições como condição essencial para o desenvolvimento do país.
"Essa virada ética depende de nós. Vamos exigir decência e repudiar pelo voto aqueles que não têm vergonha na cara. Hoje tenho a convicção de que a corrupção diminuirá se estimularmos mais pessoas de bem a ingressar na política", disse Ophir. E ele está certo.
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