Aracaju é cidade piloto na política nacional de atenção à saúde do homem
Segundo levantamento do Ministério da Saúde (MS) o índice de mortalidade masculina é consideravelmente maior que o coeficiente de mortalidade feminina ao longo de todas as idades do ciclo de vida. Mesmo assim, o número de homens que procura os serviços de atenção primária à saúde no Brasil ainda é bem menor que o de mulheres.
Com o objetivo de reduzir os altos índices de morbimortalidade entre a população masculina, o MS instituiu por meio da portaria 1.944, de 27 de agosto de 2009, a política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Aracaju está entre os 27 municípios piloto na implantação da política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. O pré-projeto com as ações e estratégias focadas na saúde masculina já foi aprovado no último dia 14 de dezembro, neste município.
"Nos próximos três meses vamos pactuar com as sociedades médicas, científicas e civis organizadas e ainda as Forças Armadas, representações empresariais e de trabalhadores e universidades para articular programas e projetos de saúde voltados a população masculina. Com isso queremos buscar o fortalecimentos das ações de promoção e prevenção de doenças que afetam esse público", afirmou o coordenador do recém-instaurado Programa Municipal Saúde do Homem, José Antônio Barreto Alves.
Ainda de acordo com ele, após o período de elaboração, pactuação e implantação do plano de ação do projeto, a grande meta é realização 10.294 consultas na Rede de Atenção Básica (Unidades de Saúde da Família - USF) para a população masculina na faixa etária de 40 a 59 anos até 2011.
"Queremos quebrar esse grande tabu entre os homens que os impedem de procurar atendimento médico na rede de atenção básica. A maioria dos homens só chega aos serviços de saúde à procura de tratamento especializado, quando, na maioria dos casos, já estão apresentando o câncer de próstata", destacou José Antônio.
Fonte: AAN
