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Sergipe

Confusão na Superintendência Regional do Trabalho

Dia tumultuado para quem precisou de atendimento na Superintendência Regional do Trabalho

A semana começou tumultuada para quem precisou de atendimento no prédio da Superintendência Regional do Trabalho. Durante boa parte da manhã desta segunda-feira (21), uma enorme fila se formou na porta do órgão e até Polícia Militar precisou ser chamada para conter o ânimo dos usuários que denunciavam a venda de senhas e o descaso no atendimento.

De acordo com o pescador José Ferreira, que foi até o prédio para receber o benefício do defeso do camarão, para ser atendido é preciso comprar. "Quem quiser ser atendido com rapidez tem que pagar R$ 50", revelou indignado.

Segundo a funcionária Jeane Ramos, a confusão está acontecendo pois o número de senhas é insuficiente. "Muita gente vem até o prédio sem necessidade, alguns atendimentos podem ser feitos no próprio sindicato, o que evitaria esse tumulto", explicou a funcionária.

Para a diarista, Maria Hilda, além da humilhação, o grande problema são as faltas no emprego. "Há quatro dias que venho até aqui e não sou atendida, preciso da carteira de trabalho para continuar no emprego", reclama a doméstica que está perdendo as horas de trabalho tentando resolver a situação.

A confusão, que durou pouco mais de uma hora, foi resolvida após funcionários distribuírem senhas que serão atendidas nesta terça-feira (22). "A prioridade hoje foi atender aquelas pessoas que já estavam dentro da unidade", explicou o funcionário do órgão, Adelson Carlos Leite.

Ainda segundo Adelson, o problema começou após a greve da categoria, que ficou parada durante um mês. O funcionário também alertou aos pescadores que não há necessidade de ir até o prédio para receber o benefício. "Para evitar a concentração de pessoas fizemos um calendário, onde disponibilizamos atendimento nas colônias", declarou.

A polícia foi chamada para acalmar os ânimos (Foto: Sérgio Ferreira)