Acusado de homicídio foragido é condenado a 44 anos
A decisão foi unânime entre os sete jurados.
O julgamento de Albano Almeida Fonseca, acusado de assassinar Maria Auxiliadora Tavares Menezes e ter estuprado a ex-namorada I.T. iniciado na manhã de sexta-feira(18), no Fórum Gumersindo Bessa, encerrou no final da tarde com a condenação do réu a 44 anos e 55 dias de reclusão. A decisão foi unânime entre os sete jurados. O julgamento aconteceu à revelia, uma vez que ele está foragido há cerca de cinco anos.
O réu teve como defensor
As filhas de Maria Auxiliadores pedem que a Polícia encontre o criminoso (Foto: Sergio Ferreira)
público Ernelino Cerqueira e na acusação o promotor Rogério Ferreira. A juíza Iolanda Guimarães pediu que todos se retirassem para ouvir I.T., a principal testemunha do caso.
Familiares pedem justiça (Foto: Sérgio Ferreira)
Ao longo de todo julgamento, familiares e amigos de Maria Auxiliadora, assassinada por Albano em 22 de novembro de 2003, ficaram na porta do fórum mostrando faixas e cartazes com pedidos de justiça.
Albano foi preso dois dias após o crime, que aconteceu na casa das vítimas na rua João Rocha Sobrinho, no bairro Pereira Lobo, mas acabou fugindo do presídio de São Cristóvão no dia 9 de janeiro de 2005. Até hoje, o acusado está foragido e a Polícia não sabe o paradeiro dele.
Albano está foragido há cinco anos (Foto: Sérgio Ferreira)
"Estamos aqui para clamar que a Polícia encontre esse assassino. Ele tem que pagar pelos crimes que cometeu", disse Simone Tavares, filha de Maria Auxiliadora, no início do julgamento.
Para Daniela Menezes, uma das filhas de Maria Auxiliadora, depois de cinco anos ele ainda continua impune. "Queremos que ele seja preso. A polícia só diz que não há pistas, isso não pode continuar assim", lamentou.
Sobre o crime - Pelo que foi apurado à época, pelo então delegado especial de Homicídios, Flávio Albuquerque, Albano agiu de forma premeditada. Ficou a madrugada no telhado da casa de I. esperando uma oportunidade. Ao encontrar com Maria Auxiliadora, que estava na cozinha, ele a arrastou até a sala, onde a matou sem oferecer qualquer tipo de defesa. Os gritos da mãe acordaram Iara, que ao abrir a porta do quarto se deparou com Albano, que estava com uma faca de cabo branco em punho e usava uma camisa para encobrir o rosto.
Segundo depoimento da vítima, o acusado colocou a mão em sua boca e lhe amarrou. Ele estava com uma sacola que continha uma corrente de sex shop, um pênis de borracha. Iara ainda viu uma faca suja de sangue. Na sequência, Albano rasgou as roupas e estuprou a ex-namorada por várias vezes.
