Polícia esclarece investigações sobre chacina de Itaporanga
Na manhã desta segunda-feira (30) a Polícia Civil realizou uma entrevista coletiva para esclarecer a investigação que culminou com a prisão de José Everaldo e Silva, acusado de ser o mandante da chacina que vitimou quatro homens na tarde do dia 27 de outubro no povoado Araticum, no município de Itaporanga D´Ajuda.
Segundo o delegado de Jonatas Evangelista, José Everaldo estava no município paulista de Guarulhos. Com o apoio da Polícia Civil de São Paulo, os delegas Baronto e Evangelista surpreenderam o acusado numa vila localizada na invasão Ponte Alta, na periferia do município. "Chegamos em Guarulhos na quarta-feira (dia 25) e depois de diligências logramos êxito na prisão na sexta-feira (dia 27)", explicou Jonatas Evangelista.
De acordo com o delegado André Baronto, a Polícia Civil realizou paralelamente à investigação uma operação para localizar os suspeitos do crime. "Com a prisão do Cícero Ferreira da Silva, intensificamos as investigações e, com o apoio da nossa Divisão de Inteligência [Dipol], localizamos o paradeiro do José Everaldo. Fomos a Guarulhos e chegamos ao endereço do acusado", explicou o delegado de Itaporanga. Ainda de acordo com o delegado, o local da prisão era de difícil acesso, fato que complicou a atuação da polícia. José Everaldo foi flagrado junto a sua esposa. Ele foi preso e chegou em Aracaju na madrugada do sábado, dia 28.
Ainda de acordo com o delegado Fernando Melo, as equipes envolvidas na apuração continuam trabalhando no caso. "Os principais envolvidos no crime foram presos, mas as investigações prosseguem na tentativa de prender Luciano Barros, o último envolvido no caso", destacou o coordenador da Polícia Civil no Interior.
Crime
Foram mortos durante a chacina José Santos Oliveira, vulgo `Nadinho`, alvo principal dos assassinos; André Leite Filho, Carlos Alberto Oliveira Góis e Jorge Batista do Nascimento. Segundo a Polícia Civil a motivação do crime está relacionada a dívidas feitas por José Everaldo e Silva (mandante do crime) a José Santos Oliveira (vitima), em torno de meio milhão de reais. A informação é que o mandante contraia empréstimos e assinava a confissão das dividas em notas promissórias.
Quatro promissórias foram apreendidas e todas estavam assinadas por José Everaldo, sendo uma no valor de R$ 192.313,00, com vencimento em 11 de agosto de 2009; outra no valor de R$ 160.000,00 com vencimento em 11 de setembro; outra de R$ 107.000,00, sem data; e uma última nota no valor de R$ 24.000,00, com vencimento para o dia 23 de outubro, quatro dias antes do crime. Segundo o delegado André Baronto, as notas foram os fios condutores para a polícia ligar José Everaldo com mandante da chacina.
No dia do crime foram encontrados vários documentos pessoais na maleta, além de quatro promissórias assinadas por José Everaldo, uma carteira porta cédulas de Jorge Batista do Nascimento, encontrada na cena do crime, um carro Ford Fiesta, de cor preta e com placas de Maceió, Alagoas, que pertence a Luciano, um dos executores da chacina; um Chevrolet Vectra preto, apreendido com Cícero, e uma motocicleta sem placa, além de um Fiat Palio que estava com Vaniglécia Alves de Oliveira, esposa de Cícero.
As investigações apuraram que Vaniglécia não tem envolvimento direto no crime, mas no momento da prisão de Cícero, a Polícia Civil também descobriu que ela também responde pelo crime pistolagem em Alagoas. Fernando Melo confirmou que Cícero Ferreira é um dos maiores pistoleiros de Alagoas e responde atualmente a oito processos por homicídio.
Fonte: SSP
