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Sergipe

PF investiga ameaças de morte contra quilombolas de Sergipe

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na tarde desta sexta (20) o Decreto de Regularização do Território a comunidade Pontal dos Crioulos (Comunidade Lagoa dos Campinhos), localizado na cidade de Amparo do São Francisco, a 120 km de Aracaju. No entanto, o Movimento Quilombolas de Sergipe denunciou que os moradores estão enfrentando o cerco dos fazendeiros que estariam ameaçando as lideranças de morte.

Segundo moradores da comunidade, na última quinta-feira (19) vários fazendeiros foram até o povoado Pontal (um dos núcleos do quilombo) no intuito de localizar lideranças para cumprir a promessa que vem fazendo, há dias, nas reuniões organizadas para planejar saídas para a não inclusão das suas terras ao Território que será desapropriado para a titulação da Comunidade quilombola. Neste mesmo dia vários veículos entraram na comunidade, dentre os quais o do pai do ex-prefeito de Telha, conhecido como Zé Silivero.

De acordo com os moradores desde setembro deste ano, os fazendeiros vêm se organizando, numa estratégia de intimidação da comunidade e ameaça das lideranças que implementam a luta pela terra.

Os quilombolas informaram ocorreu uma reunião no último dia 22 de setembro, na Fazenda de Jorge, localizada no Monjolo. Nesta estariam presente Jorge, Ernandes, João Lucas, Guga, Nefane, Edivaldo dos Santos, Horlando, Derlanio, José João Nascimento Lima, Ancilo, Telvino, Nivaldo, Pedro (conhecido como Pedro rezador), Zé Pretinho, Paulo, Terezinha , empregados de um fazendeiro local,Arlindo, Guga, Erílio e Zé Augusto. No encontro, teriam ocorrido ameaças e planejamento da morte das lideranças quilombolas

Na manhã de ontem (20) equipes da Polícia Federal sob o comando do delegado Alexander Ferreira foram até o local para investigar as denúncias e dar proteção aos quilombolas. Os fazendeiros citados pelas lideranças quilombolas serão intimadas a comparecer a sede da PF para prestarem esclarecimentos.

Pontal dos Crioulos


No Pontal dos Crioulos vivem hoje 120 famílias numa área de 1.260 hectares, e a cerca de cinco anos foram reconhecidas como comunidade quilombolas.

Comunidade quilombola acusa fazendeiros por ameaça de morte (Foto: Sérgio Ferreira)

Polícia Federal garantirá segurança de comunidade quilombolas (Foto: Sérgio Ferreira)