Dívida de R$ 500 mil foi motivo da chacina em Itaporanga
Cerca de 20 dias depois, a Polícia Civil de Sergipe prestou detalhes da investigação sobre a chacina ocorrida no último dia 28 de outubro no povoado Minante, em Itaporanga D´Ajuda, que culminou com as mortes de quatros pessoas: José dos Santos Oliveira, 44, André Leite Filho, 43, Carlos Alberto Oliveira, 25, e Jorge Batista do Nascimento.
Segundo a polícia, o crime aconteceu na tarde do dia 27 de outubro, no povoado Araticum, e os corpos foram encontrados pela Polícia Rodoviária Federal na manhã do dia 28 de outubro abandonados em uma Hillux preta.
As investigações policiais apontaram que o alvo principal dos assassinos foi José Santos Oliveira, vulgo ‘Nadinho`, enquanto André Leite Filho, Carlos Alberto Oliveira Góis e Jorge Batista do Nascimento.
O delegado da cidade de Itaporanga, André Baronto, e o coordenador das delegacias do interior, Fernando Melo, confirmaram que a motivação do crime está relacionada a dividas feitas por José Everaldo e Silva - acusado como mandante do crime - a Nadinno, em torno de R$ 500 mil. A informação é que o mandante tomava altos empréstimos e assinava a confissão das dividas em notas promissórias.
Quatro promissórias foram apreendidas e todas estavam assinadas por José Everaldo, sendo uma no valor de R$ 192.313,00 com vencimento em 11 de agosto de 2009; outra no valor de R$ 160.000,00 com vencimento em 11 de setembro; outra de R$ 107.000,00 sem data e uma última nota no valor de R$ 24.000,00 com vencimento no dia 23 de outubro, quatro dias antes do crime. Segundo o delegado André Baronto, as notas foram os fios condutores para a polícia ligar José Everaldo com mandante da chacina.
O delegado informou que a maleta contendo as promissórias foi encontrada no dia 27 de outubro com Cícero Ferreira da Silva, 34 anos. "Recebemos a informação de que em um sitio estava sendo roubado no povoado Araticum e fomos averiguar a denúncia. Ao chegar à localidade avistamos dois veículos, uma Hillux preta e um Fiesta, mas só conseguimos abordar o Fiesta que era conduzido por Cícero", disse.
Na delegacia, ele contou que não estava no sitio para cometer assaltos e sim para pegar uma maleta de propriedade de José Everaldo. O dono da propriedade rural foi convidado a ir à delegacia e confirmou a versão de Cícero, mas ficou surpreso ao ser indagado sobre uma maleta preta. No dia seguinte, a este assalto não confirmado, a polícia recebeu a informação de que quatro homens foram encontrados mortos dentro de uma Hillux. Para surpresa da polícia, o veículo era o mesmo que estava no dia anterior no sítio de José Everaldo.
Com informações da SSP/SE
