Impasse entre agentes penitenciários e Fundação Renascer continua
A greve dos agentes penitenciários do Centro Educativo ao Menor (Cenam) continua. O assunto foi discutido na Assembléia Legislativa na tarde desta segunda-feira (17), mas não houve nenhum avanço nas negociações para o término da paralisação.
De acordo com representante do Sindicato, Eziel Oliveira, funcionários de uma empresa terceirizada de segurança estão trabalhando no local. "Essa empresa foi contratada sem nenhuma licitação, para piorar o problema esses profissionais não tem treinamento para trabalhar no local," explica Eziel, que também ressaltou a violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente. "Colocar os meninos com profissionais armados não é correto", declarou.
Do outro lado está o presidente da Fundação Renascer, Gicelmo Albuquerque, que confirma a presença dos profissionais no local, mas apenas na parte administrativa e nos portões do prédio. Segundo Gicelmo, a rebelião que ocorreu na noite do último domingo (16) faz parte da manifestação dos agentes. "Enquanto tiver essa situação de greve, esses episódios vão continuar acontecendo, eles querem chamar a atenção", concluiu.
Ainda de acordo com Gicelmo Albuquerque, essa situação de greve está causando pânico entre os adolescentes do Cenam, que estão sem alimentação regular e sem praticar as atividades de rotina, pois o contingente de 30% de agentes não está executando o serviço.
