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Sergipe

Defensores públicos são barrados no presídio de Areia Branca

Três defensores públicos foram barrados, mais uma vez, ao tentarem fazer vistorias no presídio de Areia Branca. Mesmo com uma liminar dando direito de entrar nas dependências da unidade prisional, na manhã desta terça-feira (11), os defensores tiveram que recorrer ao reforço policial para terem os direitos cumpridos.

De acordo com o defensor público, Murilo de Souza, a liminar judicial conseguida na última semana não foi suficiente para garantir o livre acesso ao presídio. "Primeiro fomos impedidos de entrar no local, depois recebemos a proposta de entrar sem escolta, sem nenhuma garantia de integridade física", explica Murilo.

Após o impasse os defensores se dirigiram ao juiz Manoel Costa Neto, que concedeu a garantia de reforço policial e o aumento da multa de R$ 5.000 para R$10.000 reais, por cada dia que os defensores fossem impedidos de entrar no local. Após a decisão e acompanhados por um oficial de justiça e pelo batalhão de choque, os defensores só conseguiram entrar na unidade, mas só no começo da tarde. No local os defensores não constataram grandes mudanças, apenas os barracos construidos no interior da unidade foram desfeitos.

A diretoria do presídio alega desconhecer que os defensores tenham sido barrados e que eles podem entrar livremente na unidade prisional.