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Sergipe

Adelson Barreto lembra os 62 anos do Partido Socialista Brasileiro

O aniversário do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que completa 62 anos nesta quinta-feira(06), foi lembrado pelo deputado estadual Adelson Barreto na tribuna da Assembleia Legislativa. O parlamentar disse que a sigla presidida pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é comandada em Sergipe pelo deputado federal Valadares Filho e tem como presidente de honra o senador Antônio Carlos Valadares.

O aniversário do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que completa 62 anos nesta quinta-feira(06), foi lembrado pelo deputado estadual Adelson Barreto na tribuna da Assembleia Legislativa. O parlamentar disse que a sigla presidida pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é comandada em Sergipe pelo deputado federal Valadares Filho e tem como presidente de honra o senador Antônio Carlos Valadares.

"O Partido Socialista Brasileiro é uma sigla de esquerda que segue a ideologia socialista democrática. Foi criado em 1947, a partir da Esquerda Democrática até ser extinto por força do Ato Institucional número dois. Em 1965, com a redemocratização no Brasil, foi recriado", destacou Adelson em sua homenagem ao PSB.

O parlamentar socialista disse que em abril de 1947, por ocasião da segunda Convenção Nacional da Esquerda Democrática, no Rio de Janeiro, seus integrantes decidiram constituir-se como Partido Socialista Brasileiro, sob a liderança de João Mangabeira, Hermes Lima e Domingo Velasco. "O PSB foi registrado em 6 de agosto de 1947, contando em sua bancada com os dois deputados federais eleitos pela Esquerda Democrática", emendou.

O parlamentar disse que por fazer críticas ao stalinismo, o PSB atraiu intelectuais como Rubem Braga, José Lins do Rego, Antônio Cândido, Joel Silveira, José Honório Rodrigues, Fúlvio Abramo, Mário Apolinário dos Santos, Hélio Pellegrino e Sérgio Buarque de Holanda. "Por algum tempo, o PSB também recebeu a adesão da tendência trostkista liderada por Mário Pedrosa, mas esta foi expulsa em 1949, tornando-se a Liga Comunista Internacionalista".

"Nas eleições presidenciais de 1950, espremido entre o getulismo e as candidaturas conservadoras, o PSB optou por lançar um candidato próprio. No entanto, João Mangabeira obteve uma votação insignificante e a bancada do partido limitou-se a apenas um representante na Câmara dos deputados, o jornalista e industrial Orlando Vieira Dantas de Sergipe", narrou Adelson Barreto, que destacou o que chamou de `O segundo PSB`.

"No início de 1985, com a redemocratização, foi fundado um novo Partido Socialista Brasileiro, resgatando o mesmo programa e manifesto apresentado em 1947, por João Mangabeira. Entre os signatários do partido estavam os juristas Evandro Lins e Silva, Evaristo de Morais Filho e o escritor Rubem Braga. Para presidir a primeira comissão provisória foi escolhido o lingüista Antônio Houaiss, que no ano seguinte deixou a presidência do partido para o senador Jamil Haddad. A secretaria-geral ficou com Roberto Amaral", citou o socialista sergipano.

O novo PSB, observou Adelson Barreto, nasceu buscando conquistar espaços em um eleitorado de esquerda já integrado a outros partidos. "Em 1986, apesar da intensa mobilização, o PSB elegeu apenas uma deputada para a Constituinte. Mas, dois anos depois, rompido com Brizola, o prefeito do Rio de Janeiro, Saturnino Braga, deixou o PDT para retornar ao PSB, sua antiga agremiação. Em 1988, Arthur Virgílio Neto é eleito prefeito de Manaus pela legenda. Mais tarde, trocaria o PSB pelo PSDB".