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Sergipe

Servidores da Saúde realizam enterro simbólico das fundações

Uma sexta-feira marcada por protestos e ‘luto`. Servidores da Saúde do Estado amanheceram em frente à Secretaria de estado da Saúde onde realizam mais um ato de protesto contra a implantação das fundações criadas pelo governo para operacionalizar o sistema de saúde. Munidos de velas pretas, judas e caixões a categoria decidiu promover um enterro simbólico do projeto como forma de expressar a insatisfação diante da iniciativa.


O ato não conta com a participação e o apoio do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do estado (Sintasa). A iniciativa do protesto partiu do Movimento Atitude, de oposição à atual direção do Sintasa. "Embora o governo federal tenha recuado em certa medida da criação das fundações, aqui em Sergipe o governo Déda, através do secretário Rogério Carvalho, insiste em pressionar os trabalhadores sergipanos para que se rendam ao projeto, inclusive com claro assédio moral. E o Sintasa se cala diante disso tudo", enfatiza Gilenilson Silva Santos, um dos coordenadores do Movimento Atitude.


Cortejo fúnebre


A partir de agora os manifestos serão freqüentes. É o que afirma Genilson Silva ao explicar que serão realizados cortejos fúnebres nas unidades hospitalares como forma de chamar a atenção dos servidores e da sociedade para as mudanças consideradas negativas que as fundações irão trazer. "Os servidores serão prejudicados", assegura ele.


Segundo o secretário da Saúde, Rogério Carvalho, os boatos de que os servidores estatutários serão regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) não são verdadeiros. "Os estatutários continuarão regidos pelo Estatuto do Servidor Público Estadual. Não estamos privatizando a saúde, mesmo porque o nosso partido tem um compromisso histórico de não privatizar. O que estamos fazendo é agilizando o gerenciamento dos hospitais públicos, por exemplo, pois é mais fácil comprar no serviço privado do que no público. Então, desta forma, vamos solucionar os problemas com maior rapidez, porque, como já disse, as fundações serão estatais regidas pelo direito privado", frisou Rogério.