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Sergipe

Déda fará o debate ‘na hora certa`

Com rosto de quem diz "a verdade tarda, mas não falha", o governador Marcelo Déda revelou ao que assina este texto o que pensa sobre a filiação do seu ex-secretário e ex-companheiro de PT, Nilson Lima, ao PPS para disputar o governo do Estado, em 2010. Tranquilo e diplomático, o governador evitou polemizar, e prometeu o debate "na hora certa". Veja o que diz Déda:

"Creio que o estado inteiro, agora, já tem uma ideia mais elaborada do que está acontecendo. Doutor Nilson deixou o Partido dos Trabalhadores porque quer iniciar um processo novo na vida dele rumo ao governo do Estado. É um assunto que não diz mais respeito a mim. É assunto do PPS", disse o governador.

Como é de praxe na política, Déda disse que sequer decidiu se será candidato a suceder a si mesmo em 2010. "Posso ser candidato à reeleição, sem dúvida, e, na hora do debate, ele (Nilson) vai expor as idéias dele, e eu vou expor as minhas. Ele vai fazer as suas críticas, e eu vou repeli-las, se for o caso. Mas, eu acho normal. E acho, aliás, que ele é um homem de bem", reconheceu.

O governador reconhece que Nilson foi um excelente técnico, mas lembra que nem sempre o bom técnico revela-se um excelente político. "Mas ele é uma pessoa pela qual eu tenho admiração pessoal e amizade. Sou compadre dele. Mas se a gente se enfrentar, vou querer ganhar. Não me cabe, agora, por qualquer problema de ordem política, desqualificar uma pessoa que foi fundamental na Prefeitura Municipal e deu uma enorme contribuição no governo do Estado e que é um técnico muito bom", disse.

Ao ser indagado se a presença de Nilson Lima no pleito não colaboraria, indiretamente, com o projeto de João Alves voltar ao poder, Déda respondeu ser cedo para a analise. E definiu: "política nunca pode ser feita com fígado. Política tem que ser feita com a cabeça e com o coração, que ajuda a minorar os problemas. A dar uma certa paixão a disputa. Não é só a racionalidade. É preciso ter um pouco de emoção".

Déda disse ainda que evita precipitar o debate para não parecer que ele quer uma candidatura única. "Isso não existe. Em qualquer democracia quem se candidata tem que estar preparado para ter um opositor. Óbvio que eu não imaginava que o meu opositor fosse o meu ex-secretário da Fazenda. Mas já que é, temos que respeitar, e na hora certa travar o debate", disse.

Da Redação do Universo Político.com