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Sergipe

Prefeitos sergipanos destacam alcance do ‘Plano Sertanejo’

O conjunto de ações foi bem recebido não apenas pelos agricultores familiares e pequenos criadores de bovinos e ovinos, mas também pelos administradores dos municípios beneficiados.

Abertura de duas linhas de crédito especiais no Banco do Estado de Sergipe (Banese), contratação de tratores para preparar o terreno de micro e pequenas propriedades rurais para o plantio de milho e feijão, perfuração de novos poços artesianos e manutenção e ampliação de aguadas. Essas foram apenas algumas das medidas emergenciais que o Governo do Estado adotou no segundo trimestre deste ano visando minimizar os efeitos da seca na região do semi-árido sergipano. O conjunto de ações foi bem recebido não apenas pelos agricultores familiares e pequenos criadores de bovinos e ovinos, mas também pelos administradores dos municípios beneficiados.

Em Canindé do São Francisco, por exemplo, a Secretaria Municipal de Agricultura fez um levantamento que constatou os prejuízos causados pela estiagem prolongada. "Nós preparamos um relatório da situação em março e contabilizamos a morte de 1,2 mil bovinos, 160 equinos e 263 ovinos e caprinos", informou o secretário Everaldo Lima, que logo completou sua fala com elogios à iniciativa do Governo do Estado em lançar o ‘Plano Sertanejo`. "Foi a maior iniciativa vista aqui no sertão nesses 4,5 anos e teve uma repercussão muito boa, pois favoreceu não apenas o produtor, mas o comércio como um todo", completou.

A opinião foi ratificada pelo prefeito Orlando Andrade. Segundo ele, o ‘Plano Sertanejo` mostrou que o Governo tem entre suas prioridades o atendimento às reivindicações do sertão sergipano. "O Estado não é parceiro somente de Canindé, mas do sertão como um todo. Para nós, essa ação foi ótima, principalmente o financiamento da ração", comentou. Andrade disse ainda que 95% da ração animal comprada no período da seca pelos criadores de Canindé foi adquirida nas casas agrícolas do próprio município, o que dinamizou a economia da região.

O secretário municipal de Agricultura também explicou que a pecuária e a agricultura estão no mesmo patamar de importância para Canindé, por conta dos perímetros irrigados, e nas regiões que estão fora da cobertura dos sistemas adutores o ‘Plano Sertanejo` foi de fundamental importância.

"Só aqui, no município, o Estado contratou 4.540 horas de trator para preparar o solo para o plantio e a prefeitura comprou mais 500 horas, beneficiando mais de duas mil famílias. Também foram distribuídas pela Emdagro [Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe] 50 toneladas de sementes certificadas de milho e de feijão entre os agricultores familiares. Por isso, essa ação foi bem-vinda, já que o produtor não teve que se desfazer do gado e da terra para sair da difícil situação pela qual estava passando", acrescentou Everaldo Lima.

* Por Carlos Lordelo