Paralisação deixa usuários no prejuízo
No setor de marcação, foi grande a movimentação de usuários que tinham esperança de conseguir atendimento (.)
Revolta, indignação e sensação de impotência. Este é o clima entre os usuários do Ipesaúde diante da greve, por tempo indeterminado, anunciada por médicos e dentistas da instituição. Na manhã de hoje (14) vários pacientes tiveram que voltar pra casa sem assistência médica. Alguns já haviam marcado consulta há dois meses. A maioria que compareceu ao Ipes nesta terça-feira veio do interior do Estado, sendo surpreendida com a mobilização.
É o caso da servidora de Geane dos Santos. Ela saiu do município de Nossa Senhora da Glória por volta das 4horas da manhã de hoje (14) com o objetivo de conseguir marcar uma consulta. "Todo meu sacrifício foi em vão. Estou precisando de assistência médica e não tenho a quem recorrer. O pior é que pagamos por essa assistência", disse Geane.
Para a funcionária pública, Josefa Maria de Jesus a greve é injusta, mas ocorre num momento inadequado. "Julho é mês de férias. É quando pudemos levar nossos filhos com mais facilidade ao médico. Com essa greve ficamos no prejuízo. É um absurdo", critica ela.
Assembléia
Médicos e dentistas estão de braços cruzados desde o dia de ontem (13). Ainda na noite de ontem a categoria se reuniu em assembléia quando decidiu manter a paralisação. A greve é motivada pelo descumprimento por parte dos gestores estaduais, do pagamento da GEAPAS de forma integral e reajustada.
A assembléia contou com a participação do presidente do IPESAÚDE, Vinicius Barbosa que foi convidado para passar o informe da reunião que aconteceu no Conselho de Reestruturação Ajuste Fiscal (CRAF), na semana passada sobre a questão a ser discutida. Segundo ele ficou acordado que a GEAPAS poderia ser paga, contudo sem alterar a folha mensal de pagamento dos servidores.
Em sua explicação Vinicius Barbosa, disse que ficou incumbido de fazer um estudo - reduzindo as despesas, nos contratos temporários e cargos comissionados. A folha do IPES mensal está em torno de R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões com encargos. Feito este estudo será encaminhada para a Procuradoria Geral do Estado e depois será enviado ao crivo governador do estado para dar o seu atestado.
A previsão para que possa ter uma resposta para os servidores até o final do mês. O pagamento da gratificação será feito através dos cofres do Instituto, chegando ao valor de R$ 140 mil, que representa 0,01% de cerca de R$ 200 mil / folha mensal. Toda essa medida segundo Vinicius foi por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal.
"Em alguns momentos a greve não ajuda. A minha sugestão é que as duas categorias retornem ás atividades ao mesmo tempo em que peço um prazo até o final do mês, para que possa conseguir juntamente ao governo solucionar a reivindicação, dando uma resposta positiva ou negativa", apela o presidente do Ipesaúde.
Reivindicações
A principal reivindicação dos médicos e dentistas é o Plano de cargos Carreira e Vencimentos para corrigir as distorções existentes nas perdas salariais. "Desde que o IPES foi criado, há mais de 40 anos, o PCCV é uma luta constante dos servidores. Há cerca de 50 médicos que estão para ser aposentado, mas não requerem para não ter redução nos seus proventos", enfatiza o presidente do Sindicato dos Médicos do estado de Sergipe (Sindimed), José Menezes.
A categoria volta a se reunir no próximo dia 20. Até lá o usuários do Ipesaúde ficarão sem assistência média adequada.
