Agentes podem paralisar atividades
O descontentamento por parte dos agentes do Centro de Atendimento ao Menor (Cenam ) pode desencadear uma greve nos próximos dias. A proposta de paralisação começou a ser cogitada desde a ultima reunião realizada na tarde de ontem (06) quando as propostas levadas pelo tenente-coronel Henrique Rocha, diretor da unidade, à categoria, não foram proveitosas.
O presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança de Sergipe, Eziel Oliveira diz que há vários motivos para se iniciar uma greve e, na ocasião, pontualiza algumas de suas reclamações. O curso que foi disponibilizado pela Fundação Renascer para os agentes, entra nos quesitos das reivindicações.
Ele conta que o curso foi disponibilizado apenas para 25% dos agentes, um número considerado insuficiente, segundo ele. Outra insatisfação dos agentes se refere a questão dos equipamentos que foram solicitados à Secretaria de Segurança Pública. Ele reclama que os equipamentos seriam emprestados aos agentes, e somente capacetes e escudos seriam entregues.
"Necessitamos de coletes, protetor, granada de efeito moral, porque as pessoas têm uma imagem de que o Cenam é um orfanato, uma creche, onde na verdade não é. "Queremos nossos próprios equipamentos, não queremos nada emprestado. Para as condições de trabalho no Cenam , necessitamos de mais equipamentos do que somente escudos e capacetes. Nós não estamos pedindo favor a ninguém, estamos trabalhando e precisamos de melhorias, boas condições. É nosso direito!", completou o presidente.
Para o coronel Rocha, o curso que foi disponibilizado havia sido requisitado por poucos agentes, para que se evitasse um possível incidente na Unidade por parte de algum problema. Segundo ele, anteriormente, eles haviam solicitado para uma pequena quantidade de agentes e só agora mudaram de opinião.
Equipamentos - Quanto aos equipamentos requeridos pela categoria, o coronel afirma que a Seides, em parceria com a SSP, conseguiu os materiais. "Não é importante a maneira como eles chegam até os agentes, mas sim que eles cheguem nas mãos deles", afirma
O reajuste salarial também contribui para o descontentamento da categoria. O presidente do Sindase/SE afirma que uma nova proposta será enviada à Secretaria de Inclusão Social (Seides) e na próxima quinta-feira será enviada uma proposta de reajuste salarial à secretária Conceição Vieira. "Daremos um prazo para que haja uma resposta satisfatória da Seides", afirma o presidente.
Os agentes irão aguardar até a próxima quinta feira (09) uma resposta do governo. Após essa data uma nova reunião será marcada, para então, decidirem se deflagram ou não a paralisação.
