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Sergipe

Falta de remédios em postos de Saúde revolta população

A população do município de São Cristóvão, a 30 quilômetros da capital, está revoltada com a falta de remédios nos postos de Saúde. No dia hoje (06) os pacientes formaram longas filas a espera dos medicamentos, mas receberam a informação que eles ainda não tinham chegado à unidade. Com o atraso o tratamento de saúde de muitas pessoas está sendo prejudicado.

É o caso de Givaldo dos Santos de 34 anos. Ele já faz tratamento com remédio para depressão há dois meses. Até agora não conseguiu remédio nenhum e tudo só fica na promessa. "Eu necessito tomar esse remédio mais rápido possível, pois já faz dois meses que estou sem a medicação, e estou com meu tratamento prejudicado. Espero que as autoridades competentes resolvam esse problema o mais rápido possível", clamou.

Os hipertensos, diabéticos e epiléticos são os mais prejudicados com a escassez dos medicamentos. Se o posto não for abastecido, faltarão também antibióticos, anticoncepcionais e vitaminas O aposentado Moisés Ferreira, de 42 anos, portador de esquizofrenia, denuncia que há mais de 30 dias não consegue pegar o remédio para o seu uso. Ele disse que são quatro, o Haldol de 5mg, Fernegam de 25mg, Nervozine e Rivotril de 2mg, e até o momento não conseguiu nenhum. "Já não sei o que fazer. Não tenho dinheiro para comprar e não consigo no posto. Tenho medo do que possa acontecer com minha saúde já que necessito dessa medicação", falou.

Segundo o secretário de Administração de São Cristóvão, Manoel Barros, os medicamentos chegariam na última sexta-feira (03), o que não aconteceu. Já o diretor do posto de Saúde Valfredo Dantas, disse que ainda não há previsão de chegada dos medicamentos.
De acordo com as informações do secretário adjunto da Saúde do município, Edmilson Brito, todo o processo licitatório já foi concluído, o que resta apenas, segundo ele, é aguardar a distribuição da medicação. "Estamos tentando o mais rápido possível normalizar a situação, para que a população possa se beneficiar destas medicações. Mas, agora já não depende de nós e sim da parte de distribuição, o que se resolverá ainda essa semana", completou.