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Sergipe

Ciosp e Presídio do Santa Maria geram 600 empregos

O empreendimento, orçado em mais de R$ 8 milhões, projeta a geração de cerca de 100 empregos diretos, voltados ao público universitário, com quatro turnos de 6 horas cada. Já o Complexo Penitenciário Advogado Antônio Jacinto Filho, gerará 500 empregos.

O Ciosp nasce com a promessa de revolucionar o gerenciamento da segurança pública em Sergipe. O empreendimento, orçado em mais de R$ 8 milhões, projeta a geração de cerca de 100 empregos diretos, voltados ao público universitário, com quatro turnos de 6 horas cada. Já o Complexo Penitenciário Advogado Antônio Jacinto Filho, localizado no bairro Santa Maria, em Aracaju, além de disponibilizar 476 vagas para presos, gerará emprego e renda, de forma direta e indireta, para cerca de 500 pessoas.
Com o início do funcionamento da penitenciária, mais impactos econômicos acontecerão com a criação de novos postos de trabalho. "Teremos cerca de 160 funcionários, com carteira assinada e trabalhando de forma direta conosco. Além disso, serão cerca de 300 empregos diretos. E destes, 120 foram centralizados no bairro Santa Maria, para ajudar a desenvolver a comunidade", frisou a gerente administrativa do presídio, Maria do Socorro Miná.

Além do emprego em si, esses trabalhadores foram capacitados, o que lhes garante ainda mais oportunidades no mercado. "Fizemos uma capacitação, intitulada `Curso de capacitação de administração prisional`, durante 15 dias, com aulas práticas e teóricas, ministradas por profissionais qualificados dos estados da Bahia e Sergipe", destacou Miná.


Ciosp

Para trabalhar no Centro de Tecnologia da Informação, local onde funciona o Ciosp, mais de 500 jovens concorreram a uma das vagas ofertadas. Até o momento, 100 foram contratados, sendo 80 imediatamente e 20 formam um cadastro de reserva. Os jovens passaram por rigoroso treinamento de seleção, que incluiu teste escrito, psicológico e treinamento de duas semanas com policiais civis, militares, bombeiros e peritos.

De acordo com o analista de negócios do call center, Evislan Souza, o processo de seleção se deu em dois momentos distintos: o primeiro foi com a multinacional Politec, especializada em call center, vencedora do processo licitatório aberto pela Secretaria da Segurança Pública para gerenciar o atendimento aos cidadãos da região metropolitana de Aracaju. No segundo momento, a seleção aconteceu com os policiais que trabalharão no Ciosp. Todos passaram por um treinamento de mais de 20 dias na Academia de Polícia Civil.

Já a seleção dos atendentes contratados pela Politec priorizou pessoas com bom nível de escolaridade, equilíbrio psicológico e conhecimentos sobre call center. Segundo a estudante do curso de Recursos Humanos, Adriana Silva, 25 anos, recém contratada para trabalhar no Ciosp, o trabalho com pessoas envolve muito sentimento. "Muitas vezes a pessoa liga desesperada e a gente tem que ter calma para solucionar e colher as informações corretas. Temos que tirar do cidadão a informação precisa sobre a ocorrência para registramos com o máximo de dados possíveis, pesando em agilizar o atendimento", analisou.