Dois oficiais da PM trocam murros e um é detido
O tenente-coronel Eliezer da Silva Santana, ex-diretor do Presídio Militar, foi detido na tarde desta quinta-feira(02) pelo Quartel Comado Geral da Polícia Militar (QCG). Segundo informação, o tenente-coronel se desentendeu com o coronel Pedroso, diretor de comunicação da PM, chegando a trocar murros na sala do Comandante Geral.
A disputa pelo poder começou quando o tenente Eliezer Santana apertou a fiscalização e a segurança dentro do Presídio Militar, com o objetivo de evitar fugas. Pelo que se entende, as novas regras contrariaram o Comando Geral da Polícia Militar, já que entre elas, estava a que proibia visitas de coronéis da PM sem horário determinado pela direção do órgão.
"Tomei medidas cabíveis porque que não queria que houvessem fugas na minha gestão. Não podemos esquecer que Giusepe fugiu após receber visita do comandante geral da PM, durante a noite", denunciou Santana.
O tenente-coronel disse que outra motivação para sua exoneração, foi o corte de regalias de presos. "Proibir uso de telefone celular, internet e saída das celas. ", falou.
Ten.Eliezer (Foto:SSP)
O Presmil tem 36 celas individuais e três coletivas. No local ficam custodiados policiais militares, civis e pessoas com nível superior. Desde que assumiu a direção do Presmil, há 15 dias,o tenente-coronel Eliezer vinha apertando a fiscalização no lugar. Durante suas vistorias ele encontrou centenas de materiais cortantes, como facas, tesouras, alicates e barras de aço.
"As celas, além de só abrirem por dentro, são verdadeiros apartamentos, com direito a geladeira, micro ondas, televisão, biblioteca e aparelhos de ginástica. É muita regalia para quem cometeu crimes", denuncia o militar.
Fuga
Giusepe é acusado de ter sido um dos líderes das Missões (grupo de extermínio de ladrões de gados em Sergipe) e tem um histórico de mais de 40 homicídios em sua ficha. Ele foi preso em Propriá e seria transferido para Pernambuco, quando um dia antes conseguiu escapar do Presídio Militar.
Até agora a população sergipana está sem explicação como aconteceu a fuga do ex-policial Giusepe Amaral do Presídio Militar(Presmil), no dia 10 de fevereiro. Nenhum órgão de Segurança Pública se responsabilizou de fato pela `facilitação` da fuga do foragido, acusado de cometer diversos crimes em Pernambuco.
A responsabilidade pela saída de Giusepe virou um jogo de empurra e que no final das contas, a questão que estava sendo apurada internamente, através de sindicância, ficou longe da visão dos sergipanos.
