Transpase afirma que movimento é vingativo contra empresas
Um movimento marcado por arruaça e vandalismo. É o que afirma Álvaro Melo, superintendente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de Sergipe (Transpase) ao se referir a paralisação dos rodoviários. A mobilização que começou na manhã de hoje (27) deixou um rastro de destruição, prejuízo e, principalmente revolta dos usuários que foram os maiores prejudicados com o ato.
"O ato promovido por Adriano Oliveira (representante do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus) é vingativo contra empresas de transportes. Ele foi demitido por justa causa e agora se juntou a um grupo de desempregados para agir de forma irresponsável numa greve que não faz sentido", avalia Álvaro Melo.
Pelos cálculos do Transpase, com o reajuste salarial de 6,5% -percentual oferecido pelas empresas de ônibus- Aracaju teria o segundo melhor salário dos rodoviários do Nordeste, empatando com Natal e perdendo apenas para Salvador.
Caso a categoria tivesse fechado o acordo, o motorista passaria a receber R$ 1.062,11 e o cobrador R$ 590,40 sem contar com o valor de R$ 210 referente ao tíquete-alimentação, disse o presidente do Transpase.
Ação judicial
A assessoria jurídica das empresas de transportes coletivos vai ingressar com uma ação na justiça pedindo a ilegalidade da greve e também o ressarcimento dos prejuízos causados não apenas as próprias empresas, mas também aos passageiros.
"Já começamos a contabilizar os prejuízos e se, possível, ainda hoje vamos ingressar com uma ação na justiça", disse o Superintendente do Transpase.
