“Disse que ia me matar... e começou o sofrimento”, diz Cristielane
Na manhã desta segunda-feira (25), a jovem mantida refém pelo ex-companheiro por mais de 30 horas, Cristielane Caetano Mota, 21 anos, em entrevista ao programa Liberdade Sem Censura, na rádio Liberdade FM, prestou relatos sobre o sofrimento que viveu nó último dia 19, quando ficou refém, do ex-marido, José Eligio Tavares, por cerca de 30 horas, e contou como tudo aconteceu.
Cristielane Mota afirmou que após deixar o filho na escola e retornar à residência para se arrumar e ir ao trabalho, José Elígio chamou-a para uma conversa e pediu mais uma vez para reatar o casamento. "Eu disse que não dava mais. Ele me perguntou se eu tinha certeza. Quando eu disse que sim, ele foi até a sala e já voltou com a arma. Amarrou minhas pernas com um fio e laçou minha boca com meias. Ele ainda pegou o celular, ligou para minha mãe e disse que ia me matar. Foi aí que ele atirou em minha perna e começou o sofrimento. Por diversas vezes eu pensei em fugir ou atirar nele, mas não tive estratégia para isso", relata.
A vítima também afirmou que José Elígio teria premeditado o crime após 20 dias de separação conjugal. "Foi tudo planejado. Ele não aceitou a separação e me procurou muitas vezes pedindo para voltar [...] Depois da minha resistência, ele pediu demissão, comprou a arma e tudo isso indica que ele planejou o crime".
Pedido de Perdão
Quanto ao arrependimento do ex-companheiro, Cristielane diz não acreditar e que ele foi o frio o tempo todo durante o cárcere privado. "Quando saímos daquela situação, ele me pediu perdão, mas eu acho que ele não está arrependido. Para mim isso é um jogo dele, como fez durante os seis anos em que estivemos juntos. Nós brigávamos, ele me pedia desculpas, e depois aprontava de novo", comentou.
Polícia e Defensoria
Cristielane agradeceu e parabenizou o trabalho da polícia e da Defensoria Pública." "Quero parabenizar o trabalho da polícia, que me apoiou o tempo todo e também a Defensoria Pública, que tem dado uma assistência muito grande à minha família. Estou me recuperando aos poucos, na verdade foi uma grande lição que tomei. Aprendi que devemos dar muito valor à família, aos amigos. Foram mais de 30h de muito sofrimento. Eu já havia perdido as esperanças, mas graças a Deus consegui sair viva daquela casa", concluiu.
