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Sergipe

Superintendência do Trabalho fiscaliza comércio de Tobias Barreto

De acordo com o presidente Fecomse foi preciso recorrer à Polícia Federal

Práticas de assédio moral, perseguição, empregados sem registro, acúmulo de função, desvio de função, falta de pagamento de hora-extra e salário abaixo dos pisos da categoria, são algumas das irregularidades encontradas no comércio de Tobias Barreto e denunciadas pela Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe e sindicatos. Não somente os empregados, mas também o sindicato da categoria tem sofrido ataques da patronal com demissões até de dirigentes.

O presidente da Fecomse, Ronildo Almeida avalia que essas explorações são tentativas do patronato de humilhar os trabalhadores e enfraquecer o movimento sindical no município, mas presidente afirmou que a Federação está com ações de reintegração na Justiça.

Em março, a Federação denunciou esta situação à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), que enviou dois auditores ao município para uma inspeção no comércio local, mas os fiscais enfrentaram dificuldades em realizar o trabalho. Segundo informações da SRTE, os patrões criaram "embaraço" aos auditores. "A classe patronal tem dificultado a ação do sindicato e até da Superintendência do Ministério do Trabalho, estabelecendo um clima pesado", afirma Ronildo.

O presidente da Federação ressalta a ação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, que não se intimidou com as dificuldades criadas pelos empresários locais e enviou ao município, no período de 7 a 11 de março, oito auditores, dessa vez, acompanhados pela Polícia Federal. "A Superintendência tem atuado no sentido de garantir aquilo que é de direito do trabalhador e a Federação se mobiliza em defesa da dignidade do empregado do comércio de Tobias Barreto", afirma o presidente da Fecomse.

Com informações da Ascom/Secese