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Sergipe

A casa caiu - por Adiberto de Souza

A morte do agiota Floro Calheiros pôs fim à perseguição mais demorada já feita a um foragido pela Polícia Sergipana. Floro chegou a ser preso duas vezes, porém conseguiu fugir de forma espetacular, sendo a última em 2008. Desde então, a Polícia tentava recapturá-lo. Ontem, ele foi emboscado em Tocantins, trocou tiros e fugiu para Barreiras (BA), onde foi interceptado e morto por policiais militares e federais. Lucas Calheiros Barbosa e Rafael Costa Borges, sobrinhos de Floro, também morreram no confronto, enquanto o filho dele, Fábio Calheiros, sobreviveu com um tiro no peito. No jargão policial, a casa caiu para o agiota alagoano que chegou em Sergipe há muitos anos para ser secretário da Prefeitura de Canindé. Desde então ele era acusado de mandar matar várias pessoas, ter comandado o roubo de urnas eleitorais naquele município e, por último, patrocinado o atentado a tiros que feriu o ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe, desembargador Luiz Mendonça. Ousado, o alagoano Floro preferiu morrer crivado de balas a ser preso novamente.

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