Marido e amigo acusados de tentar matar enfermeira são apresentados
O médico Vanderlei Gomes Santos, 54 anos, marido da vítima, e o amigo dele, o aposentado José Crizanto Valério, 55, foram apresentados na manhã desta sexta (25) como acusados de tentativa de assassinato contra a enfermeira Silvana Maria Góis Gomes, ocorrida na rodovia José Sarney, bairro Aruana, na manhã do dia 13 de fevereiro.
Armas e munições apreendidas (Foto: Reinaldo Gasparoni/SSP)
O delegado Jéferson Alvarenga, da 4ª Delegacia Metropolitana, explicou através dos depoimentos colhidos, como teria ocorrido o crime. De acordo com as investigações, Vanderlei e Silvânia teriam saído para caminhar na praia na manhã de 13 de fevereiro e, em determinado momento, ele disse que teria se afastado dela para fazer uma corrida, e ligou para José Crizanto, que se aproximou da enfermeira, fez os tiros e fugiu num carro com placa adulterada.
Em seguida, Crizanto se encontrou com Vanderlei e ambos fugiram, deixando a vítima agonizando. Ela relatou ter se fingido de morta e o agressor saiu em disparada. O aposentado seguiu com o médico para a residência do casal e o marido fez parecer para os filhos que ficou em casa o tempo todo.
"Ele fingiu que não sabia de nada e que a esposa teria saído sozinha para caminhar. Mas cruzamos várias informações, inclusive imagens da região obtidas por câmeras da SMTT [Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito] e do Ciosp [Centro Integrado de Operações em Segurança Pública]", informou Alvarenga.
O delegado da 4ªDM esclareceu que pôde verificar ainda ligações telefônicas entre Vanderlei e Crizanto em momentos próximos ao do horário da tentativa de homicídio. "Esses e outros fatos comprovaram o envolvimento de ambos. Vamos agora realizar exames na arma apreendida para saber se foi a usada no crime".
Silvânia se comunicou durante esse período através de bilhetes, mas nesses contatos a única referência que teria feito ao ocorrido é que não viu a fisionomia do criminoso que a atingiu. Inicialmente a Polícia Civil chegou a trabalhar com a possibilidade de assalto.
Também foram apresentadas a possível arma usada no crime, um revólver calibre 38, e uma pistola calibre 9 milímetros. Ainda foram localizadas com ambos cerca de 250 munições de seis calibres diferentes, sendo alguns de uso exclusivo das Forças Armadas e de Segurança Pública, como as de fuzil 7,62 e .30.
Os presos negam a participação na tentativa de assassinato. O delegado preferiu, por enquanto, não revelar o que motivou a tentativa de assassinato.
Com informações da SSP/SE
