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Sergipe

Marchismo persiste - por Adiberto de Souza

O Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, é mais uma data de lutas do que de comemorações. Todos sabem que ainda falta muito para que o tratamento dado aos homens e às mulheres seja igualitário, principalmente no mercado de trabalho. Na política, embora elas tenham conquistado o direito do voto em eleições nacionais em 1932, ainda hoje é muito pequena a representação feminina nos parlamentos e executivos. Ao ser empossada ontem como a primeira mulher a presidir o Tribunal de Contas do Estado, a conselheira Izabel Nabuco lembrou que, dos 75 municípios sergipanos, apenas 12 estão sob o comando feminino. Na Assembléia, hoje presidida pela deputada Angélica Guimarães (PSC), só tem seis mulheres entre os 24 parlamentares. Elas também são minoria nas direções das empresas, nas secretarias de Estado e dos municípios e até no ministério da presidente Dilma Rousseff (PT). Lamentavelmente, serão necessários muitos outros 8 de Março até que essa desigualdade seja vencida.

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