Sergipano que morava na Líbia conta sobre conflito
O sergipano Edilson Santana Júnior chegou na madrugada desta terça-feira (1º) em Aracaju. Ele estava entre os 140 brasileiros que retornaram da Líbia, país árabe, que se encontra mergulhado em protestos contra o governo ditatorial de Muammar Gaddafi.
Edilson Júnior conta sobre a crise no país árabe (Foto: Reprodução/TV Atalaia)
Edilson, que trabalhava como tributarista na construtora Queiroz Galvão, na Líbia, morava há um ano e três meses no país, relatou que trabalhava na cidade de Al Marj, localizada no nordeste da Líbia. "A cidade estava tranqüila, mas depois começaram a queimar delegacias, expulsar os policiais de cidades pelo interior do país", contou.
Com o avanço dos conflitos cerca de 50 brasileiros que estavam em Al Marj, entre eles Edilson, foram levados para Benghazi, segunda maior cidade da Líbia. "A força foi a principal arma do governo... todo armamento bélico do governo foi exposto na rua", lembrou.
Segundo Edilson, durante três dias o país ficou sem comunicação e nesse período o único contato com as famílias era feito pela empresa. O sergipano contou que o grupo ficou cerca de três dias em um hotel quando foram levados até o porto de Benghazi e embarcaram com destino a Grécia. "Viajamos sem passaporte. No local onde estavam os passaportes foi invadido pelos manifestantes", relatou o tributarista.
