A8SE Icone

Sergipe

Justiça mantém prisão do professor que arrancou pedaço da língua de mulher

A desembargadora Geni Silveira Schuster indeferiu o pedido de Habeas Corpus e manteve a prisão preventiva

A desembargadora Geni Silveira Schuster indeferiu, na manhã desta quinta (27), o pedido de Habeas Corpus e manteve a prisão preventiva de Vanderlan Oliveira Ramos, 37 anos, acusado de arrancar o pedaço da língua da dona de casa Simone Vieira Soares, de 40 anos, fato ocorrido na madrugada desse domingo (23) no conjunto Seixas Dória, Marcos Freire II, em Nossa Senhora do Socorro.

Os advogados do acusado basearam o pedido de soltura indicando que o crime se deu num momento de discussão entre o indiciado e a vítima, que inconformada com o rompimento da relação foi até a residência da mãe do professor, e além de provocar um escândalo, Simone teria arremessado uma pedra no para-brisa do veículo do acusado.

A defesa argumentou que Vanderlan agiu sob forte emoção, já que estava sendo provocado pela vítima, que tentava a todo custo roubar-lhe um beijo, "quando não tendo mais como se defender das investidas mordeu a mesma, causando o trauma".

Segundo os advogados, a decisão que homologou a prisão em flagrante denegou a liberdade provisória não foi devidamente fundamentada, e que neste caso, não estão presentes os requisitos autorizadores para a manutenção da prisão, por ser réu primário, com bons antecedentes, tendo residência conhecida e trabalho fixo.

"A decisão que homologou a prisão em flagrante e em seguida denegou a liberdade provisória ao paciente foi devidamente fundamentada e demonstra a necessidade da custódia cautelar como medida eficaz para garantir a ordem pública. Com esses fundamentos, numa cognição de superfície, não vislumbro a existência de constrangimento ilegal passível de reparação em sede de liminar, como quer a impetração, ao menos a priori", finalizou a desembargadora.

Com informações do TJ/SE