Alça do caixão - por Adiberto de Souza
Os desentendimentos registrados no interior do DEM é o maior sinal de que o partido está com falência múltipla dos órgãos, agonizando, respirando por aparelho, sem jeito. Os poucos líderes que ainda permanecem ao lado do leito de morte demista rezam por um milagre. Na prática, isso significa tentar refazer alianças, como aconteceu a semana passada, quando o ex-governador João Alves Filho foi ao apartamento do deputado federal Albano Franco (PSDB) para ser fotografado ao seu lado. Não passou de uma foto, pois mesmo João querendo juntar-se ao tucano, sua família não quer. Em nível nacional, os demistas também se desentendem pela liderança na Câmara dos Deputados, enquanto filiados menos votados preparam-se para abandonar o barco furado. Muitos já estão de malas prontas para se filiar ao novo Partido do Desenvolvimento Nacional (PDN), que em Sergipe será comandado pelo dublê de empresário e político Edvan Amorim, inimigo figadal da família Alves. Portanto, se o moribundo do DEM demorar mais um pouco para ‘bater a botas` faltará quem pegue na alça do caixão.
