Fiscais da Defesa Agropecuária sacrificam 21 vacas clandestinas
Na manhã desta terça (25), 21 vacas foram sacrificadas por não apresentarem reconhecimento internacional de livre da febre aftosa
Na manhã desta terça (25), 21 vacas foram sacrificadas por não apresentarem reconhecimento internacional de livre da febre aftosa.
Vinte e uma vacas foram sacrificadas (Foto:EMDAGRO )
Segundo informações da Assessoria de Comunicação da Emdagro, os animais foram apreendidos na manhã dessa segunda-feira (24), no município de Canindé do São Francisco, a 213 km de Aracaju, nas proximidades do posto de fiscalização. As vacas foram descarregadas antes da ponte que divisa o Estado de Sergipe do Estado de Alagoas e de lá vinham sendo tangidas por homens que, ao perceberem a presença da fiscalização, evadiram-se do local em destino ignorado.
"Os fiscais observaram que as vacas se aproximavam do posto de fiscalização sem ninguém as acompanhando para que se pudessem saber a origem desses animais e, consequentemente, exigir a guia de trânsito animal (GTA) e a autorização, além de todos os demais documentos e atestados exigidos por lei para a entrada dos animais no Estado", diz a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Salete Dezen.
Elas foram apreendidas por fiscais da Defesa da Emdagro no município de Canindé do São Francisco (Foto;EMDAGRO )
Ela acrescentou que os animais possuíam a marca de um proprietário de fora do Estado. "Como recebemos o testemunho de uma pessoa que viu que esses animais vieram de Alagoas, que é um Estado que não possui o reconhecimento internacional de livre da febre aftosa, o procedimento adotado é de apreensão e destruição das vacas".
Os bovinos, depois de apreendidos, foram transportados pela Emdagro para o município de Própria, onde lá serão sacrificados em um matadouro devidamente certificado com o serviço de inspeção federal. "Nós fazemos o que determina a Instrução Normativa Nº 44 do Ministério da Agricultura e o Decreto Estadual 18.595. Se um animal for encontrado solto em zona de fronteira, principalmente advindo de Estados considerados de alto, médio e baixo risco, como o Estado de Alagoas, que é médio risco, não nos resta alternativa a não ser o imediato sacrifício desses animais", explica Salete.
Segundo Salete, os riscos que o Estado Sergipe corre com animais dessa natureza são imensuráveis, isso porque comprometeria profundamente o status de área livre da febre aftosa, reconhecida pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) há 15 anos, trazendo prejuízos enormes não só aos criadores e produtores, como também à própria economia sergipana.
"Nosso compromisso é com a saúde animal do Estado, com cada criador e produtor que sempre nos atende em nossos chamamentos, em nossos apelos. Quero dizer a eles que nossos esforços são para protegê-los contra a entrada de doenças que possam comprometer a sanidade de seu rebanho e principalmente o reconhecimento internacional de área livre conquistados por todos os sergipanos", conclui Salete Dezen.
