Ainda os ônibus - por Adiberto de Souza
Enquanto não mudar a relação de compadrio entre a Prefeitura e as empresas de ônibus, o aracajuano não terá um sistema de transporte coletivo digno. Justiça seja feita, esta não é uma prática inaugurada pela administração do prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B), mas ele tem o dever de mudar tal comportamento. Deve fazer ver aos empresários do setor que, antes de pedir exagerados reajustes para a passagem, é preciso primeiro oferecer um serviço de qualidade. Ontem, o comunista falou bonito quando disse que seu relógio não funciona pelo relógio das empresas e que vai dar o reajuste da tarifa olhando os trabalhadores, o povo. Interessante, porém isso só não basta. É necessário fiscalizar com rigor o cumprimento dos horários pelos coletivos, exigir a permanente renovação da frota - o que já vem sendo feito - e a qualificação de motoristas e cobradores. Quando isso acontecer, o aracajuano usará mais os ônibus, aumentando o faturamento das empresas e diminuindo os engarrafamentos causados pelo excesso de carros nas ruas e avenidas da capital. É nesta direção que deve funcionar o relógio do prefeito.
