Empresários querem aumento de 16,67% na tarifa do transporte coletivo
Foi anunciada na manhã desta quinta-feira (06) que a tarifa do transporte coletivo sofrerá mais um reajuste. Dessa vez se a proposta enviada pelos empresários for aceita o aumento pode ser de 16,67%, o que elevaria o valor da passagem de R$2,10 para R$ 2,45.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) já entregou a planilha de custos para a SMTT, que irá analisar a proposta das empresas. O superintendente do Setransp, José Carlos Amâncio admitiu que o reajuste é alto, mas alega ser necessário. "Temos que levar em consideração, o desgaste dos veículos, os impostos, o valor do combustível, entre outros fatores que acabam encarecendo os custos", explicou o superintendente.
Ainda segundo José Carlos, a nova tarifa era para entrar em vigor ainda no mês de janeiro, mas por conta das questões burocráticas o reajuste só deve chegar aos passageiros no próximo mês. "Nós temos a obrigação de apresentar a proposta para o poder público, que vai analisar e verificar se de fato o percentual de reajuste será concedido", afirmou.
O superintendente da SMTT, Osvaldo Nascimento, disse que já está com a planilha e no prazo de quinze dias deve concluir a análise, mas adiantou que o valor está alto. "A proposta está com um valor elevado, mas vamos verificar se o valor pedido condiz com os gastos das empresas para então decidirmos o novo valor da tarifa", concluiu.
Reclamações
Em relação às reclamações da qualidade do serviço prestado, o superintendente do Setransp afirmou que hoje em dia não existe motivo para queixas. "Admito que há alguns anos o usuário tinha razão em reclamar, pois a nossa frota estava sucateada e não tínhamos como realizar melhorias, mas agora já temos a possibilidade de fazermos financiamentos, como este último de 30% na frota", revelou.
De acordo com José Carlos, a frota atual tem idade média de cinco anos e atendem de forma confortável a população. "O que as pessoas confundem é transporte com trânsito, o transporte não consegue ser operado na velocidade dos compromissos dos usuários por conta do trânsito", afirmou o superintendente que concluiu. "Precisamos estudar alternativas para melhorar o tráfego e uma maneira de implantar as faixas exclusivas para priorizar o transporte urbano", destacou.
