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Sergipe

Vidas Secas - por Adiberto de Souza

Entra ano e sai ano sem que o poder público adote medidas consistentes para reduzir os prejuízos causados pela falta de chuvas no sertão sergipano. Em vez disso, espera-se a chegada da seca para adotar paliativos como a contratação de carros pipas e a distribuição de cestas básicas aos flagelados. Agora mesmo o governo está agindo no semi-árido, sempre com as tradicionais e dispendiosas providências que, embora diminuam o sofrimento do sertanejo, custam caro e não são duradouras. Seria tão bom que, em vez de continuar queimando dinheiro, se adotasse medidas concretas. Só assim o causticante sertão narrado por Graciliano Ramos em seu livro Vidas Secas viraria o oásis que é hoje Petrolina, em Pernambuco.

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