Sem navalhas - por Adiberto de Souza
O governador Marcelo Déda (PT) jogou um balde de água fria naqueles que sonhavam colocar as mãos sujas na Deso para tirar proveito próprio. Ao dizer que a direção da companhia é de sua quota pessoal, justamente para que não se reedite a ‘barbearia do passado, com suas tesouras e navalhas`, o petista afugentou quem vinha articulando, na surdina, indicar protegidos para dirigir a companhia. O desejo dessas pessoas é unicamente se beneficiar dos contratos firmados pela Deso, como ocorreu em passado recente e que resultou na Operação Navalha que, entre outros, prendeu o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Flávio Conceição. Recuperada pelo atual governo, a empresa voltou a dar lucros e executar grandes obras, tendo saído, de uma vez por todas, das páginas policiais. Seria lastimável vê-la novamente transformada num criminoso balcão de negócios.
