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Sergipe

Capitão confessa ter assassinado jovem em show de pagode

O capitão da Polícia Militar, Dênisson Santana, comandante do Batalhão do município de Boquim, é acusado de assassinar um jovem identificado como Rodrigo de Jesus Santos, 21 anos, e deixar duas pessoas feridas, na madrugada do último domingo (05), durante um pagode em uma casa de espetáculos, situada na avenida presidente Tancredo Neves, bairro Jardins. Ele foi autuado em flagrante, confessou o crime e está respondendo processo judicial.

Este rapaz teria sido usado como laranja (Foto:Atalaia Agora)

Delegado Augusto César Mendes (Foto:Atalaia Agora )

Segundo a polícia, o crime ocorreu após uma luta corporal entre o capitão e a vítima, que foi atingida com três tiros deferidos por uma pistola 40 semiautomática. Rodrigo chegou a ser encaminhado para o hospital, mas não resistiu.

"O capitão alegou que estava armado e cometeu o delito por legítima defesa, também relatou que a vítima estava armada e traficando drogas dentro da casa de show, mas isso não foi confirmado pois não houve nenhum tipo de apreensão", disse o delegado Augusto César Mendes.

Segundo o delegado, Dênisson também revelou que não foi revistado durante o acesso ao evento e que desconhecia a portaria da Secretaria de Segurança Pública que exige que policiais de folga não adentrem em locais armados.

O advogado de Dênisson Santana, Igor Valença, alegou que o acusado ainda sofreu agressões físicas por parte dos colegas da vítima. "Ele foi agredido por amigos da vítima e está com escoriações no corpo. O capitão foi encaminhado para o Hospital da Polícia Militar para fazer exame de corpo de delito".

Laranja

Segundo a equipe de reportagem da TV Atalaia e outros integrantes da imprensa, um homem de camisa vermelha teria sido utilizado como "laranja", para despistar a saída do capitão da delegacia. Ele saiu pela porta principal, enquanto o laranja acompanhado de um policial e do advogado de defesa do policial desviavam a atenção da imprensa. O delegado relatou em entrevista que desconhece o fato, mas negou que o capião seria o homem de camisa vermelha.