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Sergipe

Professora sergipana desenvolve novo protetor solar

A diferença desse produto para os filtros solares existentes no mercado é que ele é biocompatível

A professora sergipana Tatiana Araújo, que leciona no Instituto Federal de Sergipe (IFS), campus Lagarto, desenvolveu um novo tipo de protetor solar. A pesquisa foi iniciada em 2007 e as análises feitas mês passado, no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), em Minas Gerais, e no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São Paulo, já mostram eficácia do produto.

A diferença desse produto para os filtros solares existentes no mercado é que ele é biocompatível, isto é, utilizará materiais que não provocam alergias nem reações tóxicas, além de apresentar baixo custo. Outro diferencial é que o novo protetor não deixará a região da pele onde será aplicado esbranquiçado. A fórmula tem como principais componentes o fosfato e o carbonato de cálcio.

A pesquisadora prevê que no máximo em dois anos o novo protetor solar poderá ser usado pelos brasileiros. O produto poderá ser a primeira patente do Instituto Federal de Sergipe.

Trabalho Pioneiro

De acordo com a pesquisadora o produto é inédito no Brasil. Este foi um trabalho pioneiro que visou a modificar compostos a base de fosfatos (composto presente em dente e ossos) através da inserção de átomos de zinco ou manganês tornando esses compostos capazes de absorver luz ultravioleta e devido a sua estrutura nanométrica torna-se transparente a luz visível, possibilitando sua aplicação em filtros solares.

"A pesquisa envolve o desenvolvimento de três diferentes materiais com três diferentes dopantes, podendo ser usados separadamente em diferentes protetores solares", explica a pesquisadora. Segundo a professora Tatiana Araújo esse novo protetor será mais barato porque utiliza uma técnica de produção simples, sem sofisticação e com reagentes de baixo custo.

Os nanomateriais estão sendo produzidos no Campus Lagarto do Instituto Federal de Sergipe por meio de parcerias com o CDTN e ITA. A pesquisa está sendo desenvolvida com ajuda da aluna do curso de Automação Industrial, Priscila Alves de Souza (20), bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - PIBIC.

Com informações do IFS