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Sergipe

Bancos voltam a funcionar nesta quinta

Clientes enfrentam filas, atendimento é comprometido em algumas agências

Depois de 15 dias de paralisação e muita mobilização, terminou a maior greve dos bancários nos últimos 20 anos. A assembleia realizada nessa quarta-feira à noite (13), no auditório do Sindicato dos Bancários, aprovou por ampla maioria as propostas da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco do Nordeste e Banese. Nesta quinta-feira, dia 14, os bancários retornam ao trabalho para atender a população.

Rogério Mendes, aposentado, enfrentou uma fila grande em uma agência bancária localizada na Travessa José de Faro. "Eu já estava esperando isso, quem não tiver preparado é melhor ficar em casa e pagar as contas mais atrasadas do que já estão", disse.

Conquistas

Conforme orientação do Comando Nacional dos Bancários e entendimento da direção do Sindicato dos Bancários de Sergipe, o encaminhamento da assembleia foi em defesa do fim da greve, que, pela luta dos bancários, obteve várias conquistas. Entre elas a valorização do piso da categoria, que passou para R$ 1.250, sendo que no Banco do Brasil, na Caixa e no BNB o piso passou para R$ 1.600. Ja no Banese, o piso ficou igual ao dos bancos privados, com exceção do caixa, que ficou com R$ 1.741,08 e o da Fenaban é R$ 1.709,05. Durante o período de greve, Sergipe paralisou 129 agências e, nacionalmente, foram paralisadas mais de 8 mil agências.

Baneseanos recebem 7,5% de reajuste de forma linear

O Banco do Estado de Sergipe - Banese - é signatário da Federação Nacional dos Bancos, mas, como todos os bancos federais e estaduais, tem sua negociação específica. Depois de apresentar uma proposta considerada insuficiente pela direção do Sindicato dos Bancários, nessa quarta-feira, dia 13, um pouco antes da assembleia que avaliaria as propostas apresentadas pela Fenaban, Banco do Brasil, Caixa Econômica e Banco do Nordeste, o presidente do Banese, Saumíneo Nascimento, esteve no Sindicato dos Bancários para apresentar nova proposta.


Segundo o presidente do SEEB/SE, José Souza, houve um avanço significativo em relação à proposta da Fenaban. "Todas as propostas foram aprovadas por ampla maioria. Com a contraproposta rebaixada de 4,29%, os bancários não titubearam. Foram à luta e houve avanço tanto na Fenaban quanto nos bancos federais. Isso tudo só foi possível por causa da força da greve. Não avançamos mais no Banese porque a força da greve no banco estatal só chegou a 60%", explica Souza.

O Banese propôs reajuste de 7,5% para todos os funcionários de forma linear, ou seja, sem o limite imposto pela Fenaban para os salários acima de R$ 5.250; Não desconto dos dias parados; Não retaliação aos bancários que participaram da greve; Piso do caixa R$ 1.741,08 - enquanto o da Fenaban é de R$ 1.709,05.

O presidente do Banese comprometeu-se, ainda, a concluir e entregar a minuta específica dos baneseanos assinada até o próximo dia 29. Os baneseanos cobraram a continuidade da negociação das cláusulas da minuta específica.

Fonte:Com informações do Sindicato dos Bancários de Sergipe