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Sergipe

Governo exclui faculdades particulares de ajuda para cumprir novas regras

Já as particulares, nas palavras da secretária de Educação Superior, Maria Paula Dallari Bucci, terão que fazer "um esforço" para se adequarem dentro do prazo previsto e não terão ajuda. Há hoje, no país, 58 universidades federais e 86 privadas. As exigências não atingem as instituições estaduais e municipais, que estão submetidas a uma legislação específica - elas somam 44 em todo o território nacional.

No total, o conselho definiu 16 regras para que as universidades mantenham esse título (que dá a elas autonomia para criar cursos, sedes, alterar vagas e expedir diplomas) ou para que centros universitários (que têm menos autonomia) subam de patamar e tornem-se universidades. O principal deles é que, até 2013, cada universidade deverá ter, no mínimo, três cursos de mestrado e um de doutorado. Em 2016, a oferta deverá subir para quatro mestrados e dois doutorados.

A ideia é que, para ser considerada uma universidade, a instituição vai ter que investir em pesquisa científica, ou seja, não apenas dar aulas de graduação e repassar conhecimento, mas também produzi-lo. Questionada se as novas exigências pressionam as instituições de ensino particulares, a secretária afirmou que o prazo dado a elas é suficiente para se adaptarem.

- A exigência é elevada, mas é factível, é viável. Estabelece um prazo de transição de seis anos, que é um prazo realista. (...) Não há excesso [de cobrança], o que há é a sinalização evidente de que o Brasil quer ter universidades mais qualificadas.

Novas exigências

Em geral, as 16 novas diretrizes anunciadas nesta terça detalham melhor os critérios já adotados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996. Além do número mínimo de doutorados e mestrados, a universidade terá que, de três em três anos, comprovar que 60% de seus cursos de graduação são reconhecidos pelo MEC.

Entre as novas regras, o ministério exige que haja integração entre os cursos de graduação e de pós; que haja programas de iniciação científica e tecnológica para os estudantes; cooperação com outras universidades brasileiras e estrangeiras. As instituições terão, também, que oferecer cursos de extensão, atividades culturais e se submeter a avaliações de qualidade periódicas realizadas pelo CNE e pela própria universidade.

Fonte: R7