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Sergipe

Servidores da UFS fazem Ato pelo Dia Nacional de Luta nas Universidades

O diretor de Comunicação do SINTUFS chamou a atenção para a questão da autonomia universitária

Os trabalhadores da Universidade Federal de Sergipe realizaram na manhã desta quarta-feira (29) um Ato Público no hall da Reitoria da UFS. A manifestação marcou o Dia Nacional de Luta nas Universidades, e teve como objetivo principal reforçar a Campanha Salarial/2011. Organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da UFS (SINTUFS), filiado à Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), o Ato contou com a participação de servidores técnico-administrativos e representantes da Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT/SE).

"Hoje, não só o SINTUFS, mas os sindicatos de todas as Universidades Federais Públicas do Brasil estão realizando um Dia de Luta em defesa da Campanha Salarial 2011, pela garantia de salários e pela conquista de nossos direitos. Nós estamos mobilizados e vamos pressionar o Governo para que ele sinalize sobre a Campanha Salarial/2011. Nós somos o menor piso e teto do funcionalismo público, por isso vamos lutar pela isonomia salarial e de benefícios, mas nossas reivindicações transcendem as questões salariais. A nossa luta principal é pela autonomia e democracia nas universidades", afirmou Edjanária Borges, presidente do SINTUFS.

Em Plenária Nacional Estatutária, os trabalhadores técnico-administrativos das universidades estabeleceram como principais itens da Campanha Salarial/2011 a isonomia salarial e de benefícios e o aprimoramento da carreia no que concerne: piso de três salários mínimos; step de 5%; racionalização de cargos; alteração do anexo IV (incentivo à qualificação); reposicionamento de aposentados e pensionistas; e ascensão funcional - PEC 257.

Pela autonomia e democracia nas universidades

Entre outras importantes deliberações da categoria na Plenária Nacional Estatutária está a luta pela autonomia e democracia nas universidades: reposição automática de todos os cargos, por meio de concurso público; extinção da terceirização e da precarização do trabalho; implementação da jornada de trabalho de trabalho de 30 horas semanais; e revogação da Lei nº9.192, que trata da eleição de reitores.

O diretor de Comunicação Sindical do SINTUFS chamou a atenção para a questão da autonomia universitária. "A autonomia universitária tem sido utilizada pelos reitores apenas para atender as suas conveniências. Quando se refere aos direitos dos trabalhadores, eles não utilizam esse item. Por isso nós queremos a jornada de 30 horas semanais, nós queremos a revogação da Lei 9.192, que trata da eleição de reitores, e que nós entendemos que não é democrática, porque do ponto de vista legal, apenas os conselhos superiores é quem elegem os reitores. O que existe hoje são consultas, e essas consultas à comunidade não são formais. Nós queremos uma posição clara com relação aos nossos questionamentos", concluiu.

Fonte: Sintufs