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Sergipe

MPE analisa denúncias contra fábrica de cimento no povoado Tabocas

Nessa sexta-feira (24) as famílias do povoado Tabocas, em Nossa Senhora do Socorro, participaram de uma reunião no Ministério Público do Estado (MPE) para que fossem analisadas as denúncias feitas pela comunidade contra a fábrica de cimento Itaguaçu. A comunicada acusa a empresa de ser responsável pelas rachaduras existentes nos imóveis, já que constantemente a fábrica realiza explosões nas proximidades das residências.

O problema já existe há dois anos e os moradores reclamam dos prejuízos. "De quinze em quinze dias tem explosões, da última vez eu precisei sair de casa com a minha neta, pois tremeu tudo e eu pensei que a casa fosse cair", revelou o morador José Rubens dos Santos.

Cinco casas já estão condenadas e dois problemas foram identificados pelo Ministério Público, um deles é o vazamento de uma caixa de água do DESO, além das explosões. De acordo com o promotor de justiça, Sandro Costa, a companhia de abastecimento de água está sendo chamada para contribuir com a retirada das famílias em situação de risco.

"As empresas estão sendo chamadas junto com os órgão fiscalizadores, que são o Departamento Nacional de Produção Mineral e a ADEMA, para avaliar o processo de detonação e verificar a interferência junto aos imóveis", destacou Sandro.

O Ministério Público estipulou um prazo para que as determinações sejam atendidas, caso contrário uma ação judicial será movida contra os que descumprirem o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). "Até o dia 31 de outubro uma empresa contratada pela Itaguaçu vai realizar as medições e até o dia 15 de novembro um relatório será entregue ao Ministério Público", afirmou o promotor de justiça. Ainda de acordo com o representante do MPE o DESO tem dez dias para informar se vai contribuir com a retirada das famílias.