Dieese divulga valor da cesta básica na capital
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos divulgou nesta quarta, (04)
A capital sergipana teve, em julho, o menor custo para o conjunto de produtos alimentícios essenciais, cujo valor chegou a R$ 181,04. Em comparação com junho, houve queda de 1,70%; neste ano, os gêneros básicos subiram 7,01%, enquanto em relação a julho do ano passado a variação acumulada é de 4,36%.
Seis dos 12 produtos pesquisados em Aracaju registraram redução em seu preço, em julho. Açúcar (-26,03%) e Tomate (-5,77%) tiveram as maiores quedas. Carne (-2,16%), pão (-1,71%), óleo (-0,87%), café (-0,82%), completam a lista dos itens cujos preços caíram. Altas foram apuradas para o feijão (6,78%), arroz (6,65%), farinha (2,16%), e a banana (0,48%).
Na comparação com julho de 2009, cinco produtos apresentaram queda em seus preços: óleo (-10,24%), farinha (-5,97%), banana (-4,25%), açúcar (-4,14%) e manteiga (-1,32%). Seis itens tiveram elevação no período, caso do feijão (52,15%), tomate (10,73%), carne (3,36%), leite (2,47%), café (1,67%), e o arroz (1,15%).
A aquisição dos produtos essenciais requereu, em julho, do trabalhador sergipano remunerado pelo salário mínimo (R$ 510,00) o cumprimento de uma jornada de 103 horas e 16 minutos. Em junho, a mesma compra demandava a realização de 78 horas e 06 minutos. Em julho de 2009, a aquisição comprometia 82 horas e 04 minutos.
Também quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido - após o desconto da parcela referente à Previdência Social - verifica-se a mesma situação: em julho deste ano, a compra da cesta representava 38,58% do valor recebido pelo trabalhador, enquanto em junho eram necessários 39,25% e em julho de 2009 o comprometimento correspondia a 40,55%.
Cesta x salário mínimo
Para adquirir uma cesta básica, o trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir, em julho, uma jornada de 91 horas e 50 minutos, na média das 17 capitais onde o DIEESE pesquisa os preços dos alimentos básicos. Em junho, a mesma compra exigia a realização de 94 horas e 56 minutos, enquanto em julho do ano passado era necessário o cumprimento de 97 horas e 12 minutos.
A mesma situação é observada quando se considera o percentual do salário mínimo líquido (após o desconto da parcela correspondente à Previdência) exigido para a aquisição dos produtos essenciais. Em julho, o custo da cesta básica comprometia, na média das 17 capitais, 45,37% do mínimo líquido, enquanto em junho eram necessários 46,90%. Em julho de 2009, 48,02% do rendimento líquido eram necessários para a mesma aquisição.
Fonte:Dieese
