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Sergipe

Pesquisa revela que 66% de acidentes na chuva acontecem em retas

Um estudo realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Sergipe revela que 66% dos acidentes

Um estudo realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Sergipe revela que 66% dos acidentes ocorridos na chuva aconteceram em retas, bem sinalizadas e com o asfalto em boas condições de trafegabilidade. A pesquisa analisou o número de acidentes, os tipos de acidentes registrados, causas, horários, além dos locais onde eles aconteceram.

Os acidentes ocorridos nas chuvas acontecem em retas (Fonte:PRF/Se)

Nos últimos 18 meses, a PRF atendeu a 1.896 acidentes nas rodovias federais sergipanas, dos quais 372 (19,62%) aconteceram no momento de chuva. Nesses acidentes, 27 pessoas morreram e outras 110 ficaram feridas. Os tipos de acidentes mais comuns foram saídas de pista (31,99%), colisões traseiras (24,46%), colisões laterais (11,02%) e capotamentos (5,91%). "A maior preocupação da PRF não é necessariamente com a chuva, mas, a maneira como muitos motoristas dirigem na chuva. A falta de atenção, o excesso de velocidade e a falta de uma simples revisão preventiva no veículo são responsáveis por esses acidentes", explica o chefe do Núcleo de Comunicação Social da PRF em Sergipe, Inspetor Flávio Vasconcelos.

Os acidentes em sua maioria foram registrados do Km 0 ao 6 da BR 235 (saída de Aracaju), trecho de pista dupla e bem sinalizado. Já na BR 101 foram registrados acidentes do km 65 ao 125, trecho que engloba os municípios de Maruim, Laranjeiras, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Itaporanga D`Ajuda e entre o Km 150 e o Km 195 nos municípios de Estância, Umbaúba e Cristinápolis.

Um outro dado que chama atenção é que ao contrário do que muitos pensam, dos 372 acidentes registrados com o tempo chuvoso, 247 (66%) aconteceram em retas e 121 (32,53%) em curvas. "Mais uma vez os números refletem o comportamento do condutor na rodovia. Não se pode dirigir um veículo com a pista molhada da mesma maneira que se dirige em pista seca. O comportamento do veículo é completamente diferente e atrelado ao excesso de velocidade e em muitos casos, pneus bastante desgastados, ocorre o fenômeno conhecido como aquaplanagem", ressalta o Inspetor Vasconcelos. O fenômeno citado pelo Inspetor refere-se ao momento em que ao passar por uma poça d`água os pneus do veículo perdem contato com o asfalto e aí é impossível controlar a direção. "É preciso ter muita calma, tirar o pé do acelerador e retomar a direção sem nenhum tipo de manobra brusca. Pisar no freio nesse momento é suicídio", alerta Vasconcelos.

Inspetor Flávio Vasconcelos (Fonte:PRF/Se)

As principais causas dos acidentes ocorridos com o tempo chuvoso foram a falta de atenção (26,34%), velocidade incompatível com a pista molhada (15,05%), não guardar distância de segurança (5,38%) e ingestão de álcool (4,30%). Já 55,65% dos acidentes aconteceram em plena luz do dia, contra 32,26% à noite, 6,18% ao anoitecer e 5,91% ao amanhecer.

Recomendações
A orientação da Polícia Rodoviária Federal é que os condutores antes de pegar a estrada façam uma revisão preventiva no veículo. Os pneus devem ser novos ou em bom estado de conservação, bem calibrados e balanceados. Deve-se verificar o alinhamento da direção, os estado de conservação das palhetas dos limpadores de para-brisa e o sistema elétrico. Os faróis devem estar sempre acesos para um duplo objetivo: ver e ser visto. Já na estrada, o motorista deve obedecer aos limites de velocidade, a sinalização e no caso de chuva muito forte, deve procurar um ponto de apoio como um posto de combustíveis, por exemplo. Jamais parar no acostamento. "O condutor que revisa o seu veículo e obedece as leis de trânsito, não só evita cometer infrações como também ajuda a PRF a reduzir os números de acidentes, feridos e mortes nas rodovias federais de todo o país", complementou Vasconcelos.

Fonte:PRF/Se