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Sergipe

Será julgado um dos responsáveis pela morte do promotor Vald

Será julgado Kleber Gonçalves de Melo, apontado pelo Ministério Público como um dos responsáveis

Nesta quinta-feira (29) será realizado o julgamento de Kleber Gonçalves de Melo, apontado pelo Ministério Público como um dos responsáveis pela morte do Promotor de Justiça Valdir de Freitas Dantas. A sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri irá acontecer na Comarca de Japaratuba, às 09horas.

O crime ocorreu no dia 19 de março de 1998, na rodovia que dá acesso a cidade de Cedro de São João, comarca onde era titularizado o promotor de Justiça, que estava fazendo o seu cooper quando dois dos acusados, aproximaram-se em uma moto e deflagraram dois tiros contra as costas da vítima. Em seguida, a fim de completar a execução, os elementos aproximaram-se da vítima ainda viva, e efetuaram outros três disparos.

Depois a vítima foi levada pelos executantes para o outro lado da rodovia, sendo atirada em uma depressão com o propósito de esconder o cadáver das autoridades, dificultando assim a apuração do crime.

Ao perceberem que a execução estava em curso, dois outros acusados, que estavam aguardando nas proximidades a fim de sinalizarem para os demais, inclusive para dar o início a execução, ordenaram ao quinto elemento que se aproximasse em seu veículo para dar fuga completa aos executores, quando embarcaram todos nos veículos, abandonando o local do crime.

Todos os cinco agentes anteriores estavam sob as ordens de Luiz Delfino de Souza, que era prefeito de fato e secretário da prefeita de Cedro de São João, Francisco Melo de Novais, que havia sido juiz substituto da comarca de Cedro de São João e ainda exercia influência na região e Kleber Gonçalves de Melo, que era Secretário do Município e amigo íntimo dos dois outros.

Restou comprovado o motivo do crime deu-se em face, inicialmente, da postura de LUIZ DELFINO, pois haviam sido deflagradas pela Vítima várias investigações, acerca de diversas improbidades cometidas por ele na Administração Municipal, isso por exercer, de fato, a chefia do Executivo. Tudo isso, além de ter sido anunciado que seria intentada a Ação Civil Pública visando, inclusive, o afastamento da Chefia Municipal de seu cargo, fato este que serviu de móvel imediato para que fosse ordenada a execução criminosa.

Com informações do MPE