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Sergipe

SSP nega ter agredido o vigilante acusado de envolvimento no caso Mércia

No depoimento Silva confirmou de que só confessou ter participado do crime por causa das agressões

Nesta segunda-feira (19) o vigilante Evandro Bezerra da Silva disse que só confessou ter matado a advogada Mércia Nakashima porque foi agredido em Aracaju. O suspeito foi preso em Canindé de São Francisco, a cerca de 200 km de Aracaju, no dia 9 deste mês e foi levado pela polícia do Estado a capital no dia seguinte.

No depoimento, ainda em Aracaju, ao delegado Antônio de Olim, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, o vigilante confessou ter participado do crime contra a advogada. Agora, ele nega ter participado do assassinato e afirma que confessou a participação por ter sido torturado por policiais sergipanos.

Anteriormente, em um vídeo gravado pela polícia, o segurança declara que o ex-namorado da vítima, o ex-policial Mizael Bispo, é o responsável pelo assassinato da advogada. Ele confirma ter buscado Bispo na represa onde o carro e o corpo de Mércia foram jogados. Evandro também afirma que o ex-namorado da vítima o aconselhou a ficar em Sergipe.

Diante das acusações do vigilante, a Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) divulgou uma nota a respeito de declarações. A assessoria de comunicação da SSP revelou que a função da Secretaria, nesse caso específico, foi o de iniciar um processo investigativo e localizar Evandro, já que a prisão temporária dele foi decretada pela Justiça de São Paulo. Informações preliminares davam conta de que ele estaria escondido na casa de parentes em alguma cidade no alto sertão de Sergipe. Após quase duas semanas de investigação, ele foi localizado no povoado Capim Grosso, em Canindé do São Francisco, por volta das 5h da madrugada do dia 9 de julho.

Seguindo a sua atribuição na articulação com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, a polícia sergipana encaminhou ,de imediato, Evandro para a sede do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), em Aracaju, onde chegou por volta das 9h30 da manhã. Pouco depois, às 10h30, ele foi apresentado à imprensa na sede da SSP, onde teve total liberdade para responder os questionamentos aos jornalistas e radialistas.

Todo o interrogatório foi acompanhado por delegados, escrivães e agentes da Polícia Civil de Sergipe, por mais um agente do DHPP de São Paulo, e pelo delegado Olim. A sala do diretor do Subsistema de Inteligência em Segurança Pública (Sisp), delegado Cristiano Barreto, foi colocada à disposição do delegado paulista, bem como equipamentos para o registro do primeiro relato oficial de Evandro. No final da noite, o depoimento, que já faz parte dos trabalhos do inquérito, foi finalizado.

A SSP/SE lamentou que tal atitude de Evandro, evidentemente orientado por sua defesa, no sentido de prejudicar as boas investigações que vem sendo realizadas, venha macular a imagem da instituição