Forró Caju 2010: grande parte das ocorrências envolveu adolescentes
Confira os principais registros observados pela PM na área interna do Forró Caju
Brigas e pequenos furtos.Segundo a Polícia Militar, estes foram os principais registros observados na área interna do Forró Caju durante os 13 dias de festa onde estiveram presentes sergipanos e turistas em busca de muita diversão.
Polícia Militar (Foto:PM/Se)
Em relação às ocorrências registradas ao longo da festa, a polícia militar destacou que ocorrências motivadas pelo efeito do álcool, como brigas, e pequenos furtos somaram maior número de delitos. Um dado que chamou a atenção foi o número de ocorrências envolvendo adolescentes. "Nosso monitoramento através das câmeras de segurança flagrou situações onde uma adolescente chamava determinado cidadão para dançar e os demais colegas adolescentes furtavam a carteira, por exemplo. A PM seguia para o local e realizava a apreensão dos jovens envolvidos na ação", finalizou o major Linhares.
Outro ponto levantado pela polícia quanto às ocorrências registradas no Forró Caju, os pais não costumam sabem que adolescentes estão na festa.Há dois estandes no Forró Caju com 10 profissionais ligados ao Conselho Tutelar, órgão responsável em fiscalizar se estão sendo cumpridos os direitos previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo Cícera Maria Castro do Egito, conselheira responsável pela coordenação do plantão nesta noite, a maior parte dos pais dos adolescentes apreendidos pela PM não sabe que os filhos estão na festa. Além disso, muitos foram reincidentes em diversas noites apresentando os mesmos problemas.
"Essa é a décima noite da festa que trabalho e observo que os quatro principais problemas envolvendo adolescentes foram: vias de fato (brigas entre eles), ingestão de bebidas alcoólicas, exploração do trabalho infantil (catando latas para auxiliar os pais) e suspeita de furto", destacou a conselheira Cícera.
Cícera Maria (Foto:PM/Se )
Até o fechamento desta matéria, 82 ocorrências foram registradas junto ao Conselho Tutelar. "Podemos observar que dos registros ao longo da festa, maior parte dos adolescentes reside na zona norte da capital, e nas sedes dos municípios de Socorro e São Cristóvão. Eles também possuem um nível de escolaridade muito baixo e nunca estão com documentos. Muitos até dizem que não sabem o próprio endereço. Maior parte é do sexo masculino, na faixa etária de 11 a 17 anos", explicou a conselheira que coordena o grupo nesta terça-feira.
Entrada do Forró Caju (Foto:PM/Se )
Quando os policiais militares observam atitudes ilícitas por parte de crianças e adolescentes, o caso é encaminhado à delegacia específica e em seguida o jovem segue para o Conselho Tutelar. A partir deste momento ele é levado para casa ou para algum abrigo (depende da idade), quando reside fora da capital ou se recusa a dizer o próprio endereço. Muitos tentam enganar os conselheiros e dizer nomes diferentes. Quando questionados sobre os motivos para gerarem pequenos desconfortos na festa, os jovens destacam que são inocentes e nada fizeram, mesmo que haja comprovação do fato.
Com informações da PM/Se
