Polícia prende homem acusado de tentar matar a esposa pela terceira vez
A tentativa de homicídio ocorreu em fevereiro, quando o autor chegou em casa visivelmente drogado
Após agredir a mulher por três vezes e tentar matá-la com golpes de faca, policiais da Delegacia da Mulher de Itabaiana prenderam nesta terça-feira (08), Antônio Marcos Tavares Souza, conhecido como ‘Feijoada`. O acusado havia sido preso em flagrante outras duas vezes pelo crime de violência doméstica, já que é habituado a espancar a mulher Ana Mércia Menezes Bispo, que após a tentativa de homicídio está sob a proteção da Lei Maria da Penha.
A tentativa de homicídio ocorreu em fevereiro, quando o autor chegou em casa visivelmente drogado e, munido de uma faca, segurou a vítima que tomava banho pelos cabelos e desferiu vários golpes no rosto, no pescoço, na nuca e na região próxima à coluna. De acordo com a delegada Juliana Alcoforado, o acusado estava foragido. "Após a agressão ele saiu da cidade, mas há pouco tempo retornou e cumprimos o mandado de prisão", revelou.
Segundo a delegada, a vítima não morreu por sorte. Os gritos da vítima chamaram a atenção dos vizinhos, o que provocou a fuga do autor, que não conseguiu matá-la. "Ela foi socorrida e conseguiu sobreviver, entretanto o autor passou a ameaçá-la através de telefonemas enquanto permanecia foragido", ressaltou a delegada. Antônio Marcos se encontra custodiado na Delegacia Regional de Itabaiana à disposição da Justiça.
Conscientização
De acordo com a delegada Juliana Alcoforado, a vítima sempre prestava queixa contra as agressões do marido, mas depois acabava retirando. "Esse é um grande problema que enfrentamos aqui na Delegacia da Mulher, na maioria das vezes quando a raiva passa elas voltam atrás na denúncia", revelou.
A delegada alerta que essa prática pode acabar de forma negativa para a vítima, já que retirar as queixas não significa o fim das agressões. "De acordo com o que observamos a violência doméstica continua e com agressões mais fortes, infelizmente muitos casos terminam com a morte da mulher", afirma.
"Pedimos para que as mulheres vítimas de agressões não se intimidem, nem se envergonhem e procurem a Delegacia da Mulher. Não importa se já fizeram a denúncia e retiraram, a polícia precisa ser comunicada para evitar que crimes aconteçam", declarou a delegada Juliana.
